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domingo, 6 de março de 2011

Homens da Luta vencem Festival da Canção




O juri não gostou. O povo votou, e o povo revê-se neles. Vamos lá Homens da Luta, "pá frente é que é caminho!". Já vimos prestações verdadeiramente pobres e classificações humilhantes para Portugal, por uma vez que seja uma música que eleve a voz do Povo!

domingo, 30 de janeiro de 2011

- = +


O futebol português não vive propriamente dias de bonança. Os adeptos estão cada vez mais falidos e o espectáculo cada vez mais pobre. De tão pobre que não convence alguém a meter-se no carro, atestar o depósito e meter-se em Scuts que afinal já não são gratuitas, pagar de 30€ para cima por 90 minutos de arrasto físico.

Quem, como eu, se ressente da carteira mas tenta manter a paixão pelo futebol, mais não lhe resta que acompanhar o espectáculo pela TV. Mas este circo sai cada vez mais das quatro linhas, a ponto de enjoar o mais pacato dos adeptos.

Falo da novela Porto - Benfica. É que já ninguém vos pode aturar! Um porque é miúdo e acusa o graúdo, outro porque é corrupto e não é condenado, outro porque é mafioso e vende banha de cobra aos media... Não bastará??? Porto e Benfica têm notoriamente os melhores planteis nacionais, disputam um campeonato à parte e nem por isso primam por um futebol limpo de polémicas.

O clima de terror e ódio é semeado por estes senhores presidentes e seus discípulos - treinadores, assessores - e os adeptos ainda se regozijam com isto! Mas... Têm orgulho de quê?! Que se acabe de uma vez com a podridão neste futebol e com os jogos de bastidores, quem vê o jogo pelo jogo não merece tamanho desrespeito. Tenho dito.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Votar ou não votar

"Está a dizer-me que o voto em branco é subversivo, tornaria ela a perguntar. Se for em quantidades excessivas, sim senhor, E onde é que isso está escrito, na constituição, na lei eleitoral, nos dez mandamentos (...) Escrito, escrito, não está, mas qualquer pessoa tem de perceber que se trata de uma simples questão de hierarquia de valores e de senso comum, primeiro estão os votos explícitos, depois vêm os brancos, depois os nulos, finalmente as abstenções, está-se mesmo a ver que a democracia ficará em perigo se uma destas categorias secundárias passar à frente da principal"

José Saramago, in Ensaio sobre a Lucidez

Não me quero alongar mais, mas dizer-te amigo Gordo, não me levarás a mal, partilho da tua opinião, mas discordo em dois pontos.

"Votar não é um direito, é um dever". Governar, sim é um dever. Votar é um direito que nos foi consagrado com a liberdade, e tudo o que seja estabelecido de forma coerciva não pressupõe o livre arbítrio. Confúcio referiu que "antes de libertares um homem, pergunta-lhe se quer ser livre". Votar como obrigação, não obrigado. Nunca falhei um momento eleitoral, faço-o porque só desta forma legítimo a minha participação activa na vida politica, e só isso me dá crédito para elogiar ou mal-dizer.
O descontentamento exprime-se com o voto, branco que seja.

O segundo ponto, "Temos os políticos que o povo merece", acredito que alguns tenham, mas o povo, o povo que eu vejo, o povo que vive amargurado e que como tu, eu e outros que tal se esforçam para dar algo a este País, nós, este povo, não merecemos claramente os políticos que temos. Assim como eles não merecem os eleitores que os elevaram.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Presidenciais 2011


Fernando Nobre.

Ainda bem que este senhor tem uma candidatura independente, assim também a minha crítica o é.

Pergunta: Alguém já assistiu a algum debate das Presidenciais 2011? Este senhor era um dos convidados? Então caro leitor, não assistiu a um debate, mas sim a um monólogo.

Nos dois debates que vi, o primeiro frente ao actual Presidente da República, o segundo frente a Defensor Moura, vi um candidato apático, sem intervenções dignas de registo, sem ideias. No fundo, sem nada.

O Presidente da República é o chefe máximo de governo, é certo que os seus poderes são limitados, mas uma questão pertinente a colocar a Fernando Nobre seria algo como: "Qual o papel do PR?" ou "O que pensa fazer de diferente caso seja eleito?".

Ora, as respostas a estas questões ainda não foram dadas.

Afirma ele querer "chegar à segunda volta e vencer Cavaco Silva".
Se relativamente ao segundo, nenhuma dúvida me resta que, a haver segunda volta, lá estará batido, sobre o primeiro tenho sérias reservas de que passe os dois dígitos percentuais.

"Recomeçar Portugal" - um dos lemas de campanha. Mas recomeçar como sr. Fernando Nobre? O que sugere? Nos comícios já os vimos apregoar-se como candidato independente, bombardeando tudo da esquerda à direita, mas no "face-to-face" não há rigorosamente nada.

Acredito que a imagem deste candidato seria menos beliscada se não comparecesse nos debates. Palavra.

Já vi o K.O técnico que levou de Cavaco Silva. Mais valia não ter posto lá os pés!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Liberdade de Expressão


Numa altura em que constantemente se questiona a liberdade de expressão (ou falta dela), somos bombardeados com o pseudo-escândalo de divulgação de suposta informação secreta da diplomacia americana.

Julian Assange, considerado por muitos como o "bufo do ano", e pelos States um alvo a abater, foi finalmente libertado.

Pergunto eu: que crimes cometeu este homem? Divulgou informação secreta, certo.

Mas, sendo secreta, como teve ele acesso a ela? Sim, tem um passado conhecido como hacker, mas daí a conseguir sozinho acesso a mais de 400.000 documentos confidenciais vai um grande passo.

Mais. O que motiva este homem? Oportunismo político? Não, de todo. As revelações são transversais a vários governos.

Este senhor tem um passado como delator de informações "bomba", de conteúdos que envergonham quem os produz, de falsidades politicas, de oportunismos e incongruências que agora começam a fazer sentido.

À luz da liberdade de expressão, este senhor jamais deveria ser condenado. O serviço público que prestou ao mundo é de coragem. Não sei se ficará muito tempo por cá, existirão com certeza um sem numero de máfias dispostas a pagar-lhe férias a tempo incerto.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Novos Sebastianismos


A crença continua bem enraizada.

Fico algo perplexo enquanto assisto nos noticiários às declarações de determinada ala política que defende a intervenção do FMI em Portugal.

Será que percebem realmente o que isso implica? Será que crêem de facto que isso não implica um futuro ainda mais hipotecado?

O que é feito da nossa capacidade de luta perante a adversidade? Se as medidas de austeridade estão aí e serão aplicadas, chamar o FMI parece-me um paradoxo, um equivoco, uma ilusão.

Hipotecámos as contas públicas, o sistema financeiro português, os bancos estão em decadência e os velhos do Restelo apregoam um D. Sebastião transfigurado em Tio Patinhas para tapar o buraco que cavámos.

Haja coragem. A nossa política fez asneira sozinha. Que a corrija sozinha!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Sonhos




O pretexto assumiu-se num trabalho, a meio do qual a inspiração precisava de um "waking up".

Fiz uma viagem pela música portuguesa e o trabalho passou para segundo plano. Segue-se a divulgação nos próximos dias.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Portugal, S.A.

Tenho um grande problema com regras.

O problema destas reside substancialmente no facto de serem feitas por pessoas. Somos humanos, temos defeitos, e as regras são falíveis. Ponto.

A larga maioria das pessoas tem, intrinsecamente, resistência a cumprir regras - estas que têm o intuito de nos tornar iguais, ou "cidadãos em igualdade de direitos e deveres", constitucionalmente falando.

Sempre foi clara em mim a conclusão de que uns são mais iguais que outros, mas quando isso se evidencia, por norma cria-se uma nova regra que tal facto encubra.

E isto leva-me até à politica. Em politica, legisla-se. Legislar pressupõe o estabelecimento de regras e limites - LEIS.

Tenho também presente a sabedoria popular - "a excepção confirma a regra" e "as regras foram feitas para ser quebradas". Por este meio silogismo facilmente se deduz que infringir a lei não é portanto condenável aos olhos de todos.
Quem infringe é julgado pela Justiça, também esta igual para todos, também esta mais igual para uns que para outros.

Não posso comprar a justiça, mas posso comprar (o termo é "pagar honorários", outros há que lhe chamam "luvas") quem se move pelos meandros.

A Lei e o Código Penal são únicos, as interpretações divergem, e se em muitos casos os culpados passam impunes, outros há em que a própria vitima o é novamente.

Democracia

A Democracia concedeu-nos o dom e o poder maravilhoso de voto. Elegemos quem nos representa, mas somos deplorável e miseravelmente representados por quem elegemos.

Eles, outrora alguns de nós, são como nós. Mas alguém poderá dizer que não serão mais iguais uns que os outros?

Votamos, e ao fazê-lo elegemos o cangalheiro que durante uns anos nos vai cavar o buraco em que nos vamos enterrando. Curioso o facto de o próprio voto ser depositado numa "urna"

A marcha fúnebre segue dentro de momentos.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

29 Novembro

Dia Internacional da Solidariedade ao Povo Palestiniano

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sorriso


Comecei um dia com um sorriso. Experimentem. Não dói e, se não muda o mundo, em muito ajuda a forma como o encaramos.

Há algum tempo atrás, um amigo disse-me que o melhor no trabalho com pessoas reside na possibilidade de transformar a vida dessas pessoas, e com elas partilhar-mos também um sorriso.

Hoje partilhei este sorriso com uma amiga.

Que está longe, que por uns meses deixou longe tudo o que tinha e rumou a África com a missão de pintar sorrisos em crianças que não têm grandes motivos para sorrir.

"Fizeste-me pensar", vou dizer-te à chegada.

Caminhamos rapidamente para a altura do ano em que subitamente todos aderem a uma tomada de consciência quase colectiva. Eu não critico. Qualquer acto altruísta, seja ou não forçado, sirva ou não para vender jornais ou revistas, é sempre de assinalar.

Mas o ano não acaba aqui. Nem a necessidade.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Simpsons

Nem só de pão vive o Homem...



E nem só de miséria nos devemos bastar, digo eu!

Uma bela notícia para os que, como eu, cresceram a ver esta familia. No meu caso, acho que houve uma espécie de partilha, crescemos mutuamente. Enquanto puto, eram "os bonecos amarelos" dobrados em português na RTP (e mais tarde num brasileiro ranhoso já não sei bem onde) que me divertiam ao final da noite e que, simultaneamente, eram o toque de campainha que ordenava o recolher obrigatório.

Como adolescente, o humor dos Simpsons era tema de conversa na escola.

Agora, uns anos mais velho, mas também não menos novo, continuo a acompanhá-los, e eles a mim, ironizando e satirizando a actualidade como só Matt Groening sabe.

Continuarão entre nos até pelo menos 2012, ultrapassando a marca de 500 episódios.

Longa vida a Homer e companhia!

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

E esta hein?!

Face às privações de várias ordens a que o País se vê obrigado, como conseguimos nós organizar uma Cimeira com tamanha pompa (e circunstância?)?

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Quem nos acode?

Com a OCDE a prever uma taxa de desemprego para os 11,4%, o Zé Povinho vai penar cada vez mais para garantir o seu.

sábado, 6 de novembro de 2010

Que será?

Num momento em que sinto esta aldeia tornar-se demasiado passiva, urge questionar a quem se dignar responder,



O que gostariam de ter, de fazer, de ver acontecer na nossa terra? o que faz de facto falta a Peraboa?

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Mitos

Os homens não choram

As mulheres têm um sexto sentido

Os políticos são incorruptíveis

Portugal recomenda-se

O Benfica joga o Melhor futebol

O Porto ganha sozinho

Ao Sporting só falta sorte

Somos uma Republica democrática

O Pec 2 vai tirar o país da lama


A verdade da mentira

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

O que acham disto?

Admito, nem sempre vejo todos os mails que recebo, aqueles mail de corrente prolongada que só o titulo nos faz eliminar sem exitar.

Li este. Dei o tempo por bem empregue, ou não andasse o meu espirito a clamar por estas chicotadas.

Carta (alegadamente) enviada ao Ti Mário.



Sr. Dr. Mário Soares,

Sou um cidadão que trabalha, paga impostos, para que o Sr. e todos os restantes políticos de Portugal andem na boa vida.
Há dias, ouvi o Sr., doutamente, nas TV's, a avisar o povo português para que não se pusesse com greves, porque ainda ia ser pior.
Ouvi o Sr. perguntar onde estava a alternativa ao aumento de impostos, aqui estou eu para lhe dar a alternativa. Aqui lhe deixo 10 medidas que me vieram à mente assim, de repente:

1. Acabar com as pensões vitalícias e restantes mordomias de todos os ex-presidentes da República (os senhores foram PR's, receberam os seus salários pelo serviço prestado à Pátria, não têm de ter benesses por esse facto);

2. Acabar com as pensões vitalícias e / ou pensões em vigor dos primeiros-ministros, ministros, deputados e outros quadros (os Srs deputados receberam o seu ordenado aquando da sua actividade como deputado, não têm nada que ter pensões vitalícias nem serem reformados ao fim de 12 anos; quando muito recebem uma percentagem na reforma, mas aos 65 anos de idade como os restantes portugueses - veja-se o caso do Sr. António Seguro que na casa dos 40 anos de idade já tem direito a reforma da Assembleia da República);

3. Reduzir o nº de deputados para 100;

4. Reduzir o nº de ministérios e secretarias de estado, institutos e outras entidades criadas artificialmente, algumas desnecessárias e muitas vezes até redundantes, apenas para dar emprego aos "boys";

5. Acabar com as mordomias na Assembleia da República e no Governo, e ao invés de andarem em carros de luxo, andarem em viaturas mais baratas, ou de transportes públicos, como nos países ricos do Norte da Europa (no dia em que se anunciou o aumento dos impostos por falta de dinheiro, o Estado adquiriu uma viatura na ordem dos 140 mil € para os VIP's que nos visitarão);

6. Acabar com os subsídios de reintegração social atribuídos aos vereadores, aos presidentes de Câmara, e outras entidades (multiplique-se o número de vereadores existentes pelo número de municípios e veja-se a enormidade e imoralidade que por aí grassa);

7. Acabar com as reformas múltiplas, sendo que um cidadão só poderá ter uma única reforma (ao invés de duas e três, como muitos têm);

8. Criar um tecto para as reformas, sendo que nenhuma poderá ser maior que o vencimento do PR;

9. Acabar com o sigilo bancário;

10. Criar um quadro da administração do Estado, de modo a que quando um governo mude, não mudem centenas de lugares na administração do Estado, sendo que o critério para a escolha dos lugares passe a ser o mesmo que um ministro/político adopta na escolha de um médico para lhe tratar uma doença ou lhe fazer uma operação cirúrgica ( porque nesta situação eles não vão buscar os “boys” do partido, mas sim os mais competentes, pois é a “vidinha” deles que está em jogo e não o dinheiro do erário público ).

Com estas simples 10 medidas, a classe política que vai desgraçando o nosso amado Portugal, daria o exemplo e deixaria um sinal inequívoco de que afinal, vale a pena fazer sacrifícios e que o dinheiro dos portugueses não é esbanjado em Fundações duvidosas e em obras de fachada sumptuosas.
Enquanto isso não acontecer, eu não acredito no Sr. Mário Soares e não acredito em nenhum político desde o Bloco de Esquerda ao CDS, nem lhes reconheço autoridade moral para dizerem ao povo o que deve fazer.
Zé do Povo
Portugal