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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Eurobonds adiados novamente


Foi no inicio desta semana que vimos mais uma vez o que eu considero um gravíssimo erro de duas das mais importantes nações da Europa.

Primeiro, sem qualquer respeito pelos restante membros da Zona Euro, fazem um encontro a dois, entre Sarcozy e Merkel.

Segundo, como sempre, andam a reboque dos acontecimentos e nunca tomam a iniciativa.

A crise da dívida na Itália e na Espanha é para mim, a maior crise desde que o Euro nasceu e tal como aconteceu como Portugal, Grécia e Irlanda, andam a tentar adiar medidas que iriam teoricamente prejudicá-los mas que salvariam estas economias.

O que são os Eurobonds, são títulos de divida que são adquiridos nos mercados em nome de toda a Europa, fazendo que a dívida seja assumida por todos e portanto com um poder de garantias muito superior que os países individualmente, um pouco como acontece nos EUA.

O que acontece, é que os juros para os países periféricos desceriam automaticamente para valores mínimos e os países como a Alemanha, Finlândia ou a França teriam os seus juros aumentados ligeiramente.

No entanto, o grande problema destas cabecinhas é que ainda não perceberam que aos poucos as economias de todos os países periféricos começam a degradar-se e a afundar-se profundamente e isto obviamente reflete-se nas exportações dos seus próprios países que viveram à nossa custa durante estes anos todos.

Acho que esta medida dos Eurobonds, mais tarde ou mais cedo vai ser uma realidade a juntar-se ao Governo "Financeiro" e aos impostos sobre as transacções.

Espero que não seja tarde demais......

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Novo Governo

O novo Governo, liderado por Pedro Passos Coelho, foi hoje anunciado. No total são 11 ministros, dos quais quatro são militantes do PSD, três do CDS-PP e quatro são independentes.


Pedro Passos Coelho (PSD)

Primeiro-ministro

Pedro Passos Coelho, 46 anos, chegou a líder do PSD em Março de 2010 com 61 por cento dos votos nas eleições internas do partido, sucedendo Manuela Ferreira Leite. Foi presidente da Juventude Social Democrata entre 1990 e 1995. Depois de estar um tempo afastado da vida política, regressa em 2008 como candidato a líder do PSD. Levou o partido a vencer as eleições de Junho de 2011, com 38,6% - resultado que obrigou o PSD a procurar a coligação com o PP para conseguir maioria parlamentar.

Paulo Portas (CDS-PP)

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

Do Direito para a política, da política para o jornalismo. E de volta à política. Paulo Portas já foi jurista, director de um jornal e ministro. Nas eleições legislativas de 2009 voltou ao ataque à frente do CDS-PP, numa campanha que diz querer fazer «no terreno». Nas legislativas de 2011 o PP conseguiu 11.7% dos votos, abrindo caminho à coligação PSD-PP.

Miguel Macedo (PSD)

Ministro da Administração Interna

Miguel Bento Martins da Costa Macedo e Silva nasceu em 1959 e é licenciado em Direito. O líder parlamentar do PSD foi eleito deputado nas V, VI, VII e VIII legislaturas. Ao longo da sua carreira política desempenhou também os cargos de Secretário de Estado da Juventude no Governo Constitucional, Secretário de Estado da Justiça nos XV e XVI Governos e membro da Assembleia Municipal de Braga.

Vítor Gaspar (independente)

Ministro de Estado e das Finanças

Vítor Gaspar, com um reconhecido percurso na área da Economia das Finanças, desempenhou as seguintes funções: diretor do Gabinete de Estudos Económicos do Ministério das Finanças, Diretor do Departamento de Estatística e Estudos Económicos do Banco de Portugal e Diretor do Departamento de Estudos Económicos do Banco Central Europeu. Atualmente, é Consultor da Administração do Banco de Portugal.

Álvaro Santos Pereira (independente)

Ministro da Economia e do Emprego

Álvaro Santos Pereira nasceu em Viseu, em 1972. Doutorou-se em Economia pela Simon Fraser University, em Vancouver. Deu aulas em várias universidades estrangeiras, nomeadamente na University of British Columbia, na Universidade de York e na University of British Columbia. Desde 2001 tem colaborado regularmente com o Diário de Notícias e o Diário Económico, como colunista. Ocasionalmente, escreve para outras publicações, como o Expresso, a Revista Exame e o Jornal de Notícias.

Assunção Cristas (CDS-PP)

Ministério da Agricultura, Mar e Território

Nascida em 1974, Assunção Cristas é professora universitária de Direito. Foi adjunta da ministra da Justiça no XV Governo Constitucional e diretora do Gabinete de Política Legislativa e Planeamento deste ministério. Membro da Comissão Política Nacional do CDS-PP desde maio de 2007, passou a integrar a Comissão Executiva do partido em janeiro de 2009, data em que assumiu a vice-presidência. Coordenou a elaboração do programa do CDS-PP para as eleições legislativas de 2009 e fez parte da Comissão de Orçamento e Finanças.

José Pedro Aguiar-Branco (PSD)

Ministério da Defesa

Advogado, natural do Porto. Foi cabeça de lista do PSD no círculo do Porto nas duas últimas eleições legislativas. Em 2010 desempenhou o cargo de vice-presidente dos sociais-democratas e já foi candidato à liderança do partido, contra Passos Coelho e Paulo Rangel. Com uma longa carreira no Partido Social Democrata, foi membro do Conselho Nacional da JSD (1977-1984) e membro do Conselho de Jurisdição (1976 e 1995-1997), do Conselho Nacional (1982-1984 e 1988-1990) e da Comissão Política (1996-1998 e 2007-2010) do PSD. Foi ministro da Justiça do XVI Governo Constitucional, chefiado por Santana Lopes (2004-2005), presidente da Assembleia Municipal do Porto (2005-2009) e deputado à Assembleia da República (2005-2009), onde liderou o Grupo Parlamentar do PSD (2009-2010).

Paula Teixeira da Cruz (PSD)

Ministério da Justiça

Paula Maria Von Hafe Teixeira da Cruz nasceu em Luanda, em 1960, e licenciou-se em Direito. Foi professora na Faculdade de Direito de Lisboa e no Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais. Entre 2003 e 2005 foi membro do Conselho Superior da Magistratura. Entre 2002-2005 integrou o Conselho Geral da Ordem dos Advogados. A par destas funções, entre 1999-2003 pertenceu ao Conselho Superior do Ministério Público. Paula Teixeira é militante do PSD desde 1995. É, atualmente, vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD e exerceu as mesmas funções sob a direção de Luís Marques Mendes entre 2005-2006.

Pedro Mota Soares (CDS-PP)

Ministro dos Assuntos Sociais

Pedro Mota Soares nasceu em 1972 e licenciou-se em Direito. Ao longo da sua carreira na política assumiu vários cargos, entre eles: Secretário Geral do CDS-PP, Membro da Comissão Diretiva de CDS-PP, Deputado à Assembleia da República na VIII Legislatura, Vice-Presidente do grupo Parlamentar do CDS-PP, Presidente da Juventude Popular, Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP na X Legislatura. Paulo Macedo (independente)

Ministro da Saúde

Nasceu em 1963 e é Licenciado em Gestão de Organização e Gestão de Empresas. Atualmente, é vice-presidente do conselho de administração executivo do Millennium BCP. Entre 2004 e 2007, trabalhou na Caixa Geral de Depósitos. O seu trabalho nesta instituição fez com que fosse apontado como um dos principais responsáveis modernização e informatização da máquina fiscal. Antes de desempenhar estas funções, foi administrador da Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde, S.A. (Médis).

Nuno Crato (independente)

Ministro Educação e do Ensino Superior

Nuno Crato nasceu em Lisboa em 1952. Matemático e Estatístico, é atualmente Pró-Reitor da Universidade Técnica de Lisboa e, desde o ano 2000, professor no Instituto Superior de Economia e Gestão. Em 2008 foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. No mundo dos negócios é de referir a sua nomeação para presidente executivo do Taguspark, em 2010.

Miguel Relvas (PSD)

Assuntos Parlamentares

Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas nasceu em Lisboa, em 1961 e licenciou-se em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Lusófona. Entre 1987 e 1989 foi secretário-geral da JSD. Mais tarde, foi nomeado deputado à Assembleia da República. Atualmente é secretário-geral do PSD. Em 2002, desempenhou o cargo de secretário de Estado da Administração Local, no governo de Durão Barroso.

Diário Digital com Lusa

terça-feira, 7 de junho de 2011

Nova vida


Acabou um ciclo, José Sócrates caiu com uma grande derrota neste Domingo. Estranhei inicialmente esta decisão de alguém que estava tão alapado ao lugar de Secretário Geral do PS.

No entanto, rápidamente se abriu a cortina de uma possível candidatura à Presidência da Républica daqui a 4 anos. Sem Cavaco Silva, dificilmente o PSD consegue alguém que venha colmatar a curta memória politica dos Portugueses.

Domingo trouxe-nos a vitória clara de Passos Coelho, nosso novo primeiro ministro. Também uma pequena vitória de Paulo Portas que irá juntar o sei pequeno grande partido ao PSD para criar uma maioria inquivoca.

Vamos ver se realmente conseguimos ultrapassar esta fase... é com o meu maior desejo que dou as minhas sinceras valências de boa sorte ao novo Governo

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Institutos e Fundações do Estado




Bem, tenho que admitir que já sabia que temos um cancro no nosso "estadismo-2, não contava é que fosse já tão profundo... vai ser duro mas vamos ter que o arrancar...

A facilidade com que se fala em Milhões de Euros nesta malta....

Estudo do Economista Álvaro Santos Pereira, Professor da Simon Fraser University, no Canadá. *

Portugal tem hoje 349 Institutos Públicos, dos quais 111 não pertencem ao sector da Educação.

Se descontarmos também os sectores da Saúde e da Segurança Social, restam ainda 45 Institutos com as mais diversas funções.

Há ainda a contabilizar perto de 600 organismos públicos, incluindo Direcções Gerais e Regionais, Observatórios, Fundos diversos, Governos Civis, etc.) cujas despesas podiam e deviam ser reduzidas, ou em alternativa - que parece ser mais sensato - os mesmos serem pura e simplesmente extintos.

Para se ter uma noção do despesismo do Estado, atentemos apenas nos supra-citados Institutos, com funções diversas, muitos dos quais nem se percebe bem para o que servem.

Vejam-se então as transferências feitas em 2010 pelo governo socialista de Sócrates para estes organismos:

ORGANISMOSDESPESA(em milhões de €)
Cinemateca Portuguesa - 3,9M €
Instituto Português de Acreditação - 4,0M €
Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos - 6,4M €
Administração da Região Hidrográfica do Alentejo - 7,2M €
Instituto de Infra Estruturas Rodoviárias - 7,4M €
Instituto Português de Qualidade - 7,7M €
Administração da Região Hidrográfica do Norte - 8,6M €
Administração da Região Hidrográfica do Centro - 9,4M €
Instituto Hidrográfico - 10,1M €
Instituto do Vinho do Douro - 10,3M €
Instituto da Vinha e do Vinho - 11,5M €
Instituto Nacional da Administração - 11,5M €
Alto Comissariado para o Diálogo Intercultural - 12,3M €
Instituto da Construção e do Imobiliário - 12,4M €
Instituto da Propriedade Industrial - 14,0M €
Instituto de Cinema e Audiovisual - 116,0M €
Instituto Financeiro para o Desenvolvimento Regional - 18,4M €
Administração da Região Hidrográfica do Algarve - 18,9M €
Fundo para as Relações Internacionais - 21,0M €
Instituto de Gestão do Património Arquitectónico - 21,9M €
Instituto dos Museus - 22,7M €
Administração da Região Hidrográfica do Tejo - 23,4M €
Instituto de Medicina Legal - 27,5M €
Instituto de Conservação da Natureza - 28,2M €
Laboratório Nacional de Energia e Geologia - 28,4M €
Instituto de Gestão do Fundo Social Europeu - 28,6M €
Instituto de Gestão da Tesouraria e Crédito Público - 32,2M €
Laboratório Militar de Produtos Farmacêuticos - 32,2M €
Instituto de Informática - 33,1M €
Instituto Nacional de Aviação Civil - 44,4M €
Instituto Camões - 45,7M €
Agência para a Modernização Administrativa - 49,4M €
Instituto Nacional de Recursos Biológicos - 50,7M €
Instituto Portuário e de Transportes Marítimos - 65,5M €
Instituto de Desporto de Portugal - 79,6M €
Instituto de Mobilidade e dos Transportes Terrestres - 89,7M €
Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana - 328,5M €
Instituto do Turismo de Portugal - 340,6M €
Inst. Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação - 589,6M €
Instituto de Gestão Financeira - 804,9M €
Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas - 920,6M €
Instituto de Emprego e Formação Profissional - 1.119,9M €

Total 5.118,9 MILHÕES de Euros

domingo, 22 de maio de 2011

Debate



Finalmente tive oportunidade de ver o derradeiro debate entre Passos Coelho e o "Eng." Sócrates, achei-o um bocado frustrante, não vi grande ideias de parte a parte e discutiu-se tretas.

Ficou óbvio uma coisa, o PS não tem programa, aliás fizeram por não ter. O acordo com a Troika foi totalmente ignorado e o "Eng." limitou-se a rebobinar o discurso do costume.

- "a culpa disto tudo é do PSD"
- "Crise politica"
- "O acordo da troika é o PEC IV"
- "O homem não está preparado"

Bem, só tenho uma coisa a dizer, se o acordo da Troika é o PEC IV, porque raio andámos mais de meio ano a pagar juros acima de 10% quando um simples acordo com a Comunidade Europeia, Banco Europeu e Fundo Monetário Internacional nos faziam pagar 5%.

Só posso dizer uma coisa, as desculpas do homem parecem-me cada vez mais em desespero. A culpa é da crise internacional e dos nossos sucessivos governos que deixaram o país entrar num défice gigantesco. E culpabilizo mais este ultimo por ter aumentado a nossa divida pública para o dobro além das parcerias pouco transparentes e ruinosas que tem feito com os privados.

O PSD mostrou algumas soluções e parece ser o único plano governativo real que apareceu nestas eleições.

sábado, 14 de maio de 2011

Eleições


Finalmente hoje sabemos o programa eleitoral de todos os partidos, infelizmente, ainda não tive oportunidade de ler como deve de ser o programa do CDS.

No entanto tenho pena que seja só um "manifesto", esperava mais que isso, nisso acho que a proposta do PSD é mais concreta e realista

O CDS no entanto teve a dignidade de meter todos os pontos acordados com a troica e disse os pontos que efectivamente nós continuamos a controlar... Saúde, Educação, Justiça, Segurança entre outros serviços que ainda podemos melhorar efectivamente.

Nestas eleições existem apenas três lados, os Realistas, os Irrealistas e o PS.

O BE e o PCP estão tão perdidos nas suas ideologias que não conseguem ver a realidade do país. O Sr. Louçã admite que sair do Euro era uma desgraça, no entanto, pede para "reestruturar a divida" quando todos sabem que um pedido dessa ordem é sentença garantida...

No entretanto temos estado a discutir o programa do PSD pois o PS não apresentou nada, programa totalmente vazio e desfasado, porque apresentar algo como "reduzir o desemprego", "manter e melhorar o estado social" ou "baixar os impostos" sem dizer como, quando e acima de tudo com que dinheiro, é ridículo

Isto sem falar que apresentou o seu programa antes de ter assinado um memorando com a troika e portanto não contempla as medidas mais dolorosas com que se comprometeu.

Eu acho que o povo Português continua a engolir a patranha do Sr Sócrates como pão para a boca, é mesmo a meu ver, um verdadeiro caso de estudo.

A vitimização deste senhor é de tamanho irrealismo que digo com todas as letras, quem votar neste homem ou é cego politica e economicamente ou é pura e simplesmente um crente...

No estrangeiro começam a surgir criticas vindas de economistas e impressa da especialidade de todo o mundo e nós continuamos a seguir o homem que vai contra a corrente acreditando que a água é que está errada.

Se o PS ganhar, não vou dramatizar a coisa, de certo que o Coelho se irá demitir, e quem o suceder vai ter que fazer uma pseudo-aliança com o PS em bem de Portugal.

Mas o irrealismo do Sr. PM vai levar-nos ao colapso e não dou 1 ano até estarmos a renegociar a nossa dívida, por conseguinte, sair do Euro e cair na miséria.

Não cumpriu um prazo, um limite, uma medida até hoje, tinha o povo ignorante à avalia-lo e foi-se safando, mas com entidades como FMI, CE e BCE não se irá safar e em pouco tempo vamos ver os incumprimentos a chegarem.

Quando ontem ouvi projecções que davam vantagem ao PS só me lembrei de uma história que o meu pai me contou

Um dos senhores mais influentes da Covilhã hoje em dia, vendia pipas de vinho ao meu pai em tempos, uma vez ele foi como normalmente ao seu armazém buscar as pipas e esse senhor estava a encher garrafões de "Azeite" com 3 litros de azeite e 2 de óleo.

E o meu pai perguntou, "mas que raio está o senhor XXXXX está a fazer?" e ele respondeu-lhe, "o povo gosta de ser enganado, toda a gente sabe que é impossivel vender o azeite tão barato, só gosta de ouvir o que lhes interessa..."

PS: Se deixar de receber o meu ordenado e deixar de conseguir pagar a minha casa, é o dia que mudo de país...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Deprimente declaração de um importante momento...



O PM fez um discurso sobre o acordo feito com a Troika e foi pura e simplesmente miserável.

Tenho que admitir que não sou grande fã do homem, mas este comunicado chega a rossar o ridiculo.

Não diz qual é o acordo, diz apenas o que não é.

Que raio se passa aqui? Só faltava dizer-me que a Troika não me iam cortar um braço nem me iam deitar o fogo.

Eu queria saber qual foi o ACORDO!!!!

Quanto nos emprestam, quanto vamos pagar de juros, irs, imi e afins. Não é o que não nos vai acontecer!!!!

Bem, é propaganda pura, isto dito na casa do PM com a pele de PM mas só faltavam as bandeiras do PS e os gajos da JS mais os velhotes dos autocarros ali a aplaudir.

Pelo que parece, a vinda do FMI e companhia não são assim tão "Austeros" como o Sr. Sócrates os tinha pintado, apenas com a diferença que vamos pagar menos juros e ainda vamos ter alguém que fiscalize de perto as nossas contas..... hmmmm parece-me que já ca deveriam estar à uns anos atrás...

Já agora, parece que o PEC IV não chegava, tivemos de ir além dele e ainda por cima, agora temos medidas que presam o desenvolvimento e o crescimento económico. Parece-me mesmo que este gabar do PM só foi um tiro bem fundo no pé.

Infelizmente parece que houve pessoal que engoliu claramente o discurso do homem, já tive pessoas que me disseram que estavam a pensar em votar nele porque não nos tinham cortado o 13º e 14º mês....

O homem chega ao absurdo da demagogia...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

O murro na mesa....


A União Europeia está em colapso, vejo com muita mágoa que mais uma vez a UE anda a dormir enquanto o populismo e a especulação dos mercados atacam directamente as suas bases sem nada se fazer.

Penso que alguns países ainda não têm bem noção do que será a queda dos países da periferia.

Senão vejamos o que acontecerá se Portugal cair:
- Tendo em conta que o nosso pequeno reino é um dos maiores importadores de Espanha
- Tendo em conta que os nossos vizinhos têm mais de 1/3 da dívida publica de Portugal, ou seja cerca de 50 mil milhões de euros
- Tendo em conta que a situação económica de Espanha que não é famosa.

Espanha cai garantidamente se Portugal cair.
O resgato a uma economia daquela magnitude é quase impensável.

- Tendo que a Alemanha é actualmente detentora de 1/3 da divida pública da Espanha
- Tendo em conta a dependência de muitas empresas alemãs na economia Espanhola

Mesmo com uma economia saudável, a Alemanha cairia também com um défice repentino de tal ordem.

Além disso, países como a Alemanha, França e Finlândia, que vivem das exportações para toda a UE que tem uma moeda comum e sem taxas serão severamente afectados principalmente quando começarem a fechar fronteiras já que a queda mercados/exportações será o fim total da UE e da moeda única.

Eu compreendo que muitos desses países vivem de eleições internas e que esses povos olhem para nós como um povo desgovernado, pouco trabalhador e porque não dizer insignificante. No entanto o problema é que eles têm de perceber o que está em causa.

A Alemanha, por exemplo, antes da UE e o Euro existirem, era um nico do que é hoje e sem isso a Alemanha vai entrar numa crise que os vai levar ao passado na altura da queda do muro.

Sinceramente, tem que haver um murro concertado na mesa, chegar e confrontar a realidade, os mercados não podem de modo algum continuar a especular desta maneira descoordenada e isso terá que partir das maiores instâncias da Europa.

E apesar de como fomos desgovernados nos ultimos anos, não tenho dúvidas que há especulação, não percebo como é que os juros são estipulados a 12% se a oferta é mais do dobro da procura.

No mundo real, se tivermos mais oferta que procura os preços baixam. Podem dar as voltas todas que quiserem, mas portugal quer vender por exemplo mil milhões de euros de dívida a 12% e houver o dobro da oferta, o que impede de baixar os juros para por exemplo 6% para ver se consegue pelo menos a quantidade suficiente de investidores interessados para cobrir a oferta Portuguesa?! Não dá?! e que tal 7% será que aparecem investidores suficientes?! Porque não se pode negociar isto???

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Reticências e outros pontos


Isto começa a roçar o estúpido, porque o ridiculo já há muito está ultrapassado.

O país está no abismo, não há dinheiro, a nossa falta de produtividade é sobejamente conhecida lá fora, mas o Governo acha que é oportuno dar tolerancia de ponto. A Sexta-Feira Santa, lá está, já por si implica um fim de semana prolongado, a tutela, por sua vez, acha normal alarga-lo ainda mais, precisamente numa altura em que a troika está no nosso país a estudar os nossos podres.

Que impressionados que eles vão ficar.

Os próprios finlandeses ficarão surpreendidos com o sentido de esforço e responsabilidade do Governo Português.

Diz o ministro da presidência que é absolutamente normal, que é concedido todos os anos. Ridículo sr. ministro. Nesta conjuntura pedia-se-lhe que marcassem pela diferença, positiva.

Passos Coelho, esse grande poeta da banalidade, atira-se ao Governo já depois de concedida a tolerância. Já toda a gente sabia, mas o senhor prefere continuar a chorar sobre o leite derramado a agir em tempo efectivamente útil.

Conhecendo as reivindicações do país, de resto, não me surpreendia que se a tolerância não fosse concedida que os sindicatos não saltassem para frente das câmaras afirmando-se afrontados com tamanho desrespeito pelos trabalhadores - da função pública note-se, porque a grande maioria do sector privado está a sair do emprego por esta hora.

Ainda assim, a função pública é mais uma vez a grande privilegiada. Não trabalha hoje, mas receberá no dia certo. Têm mais garantias que qualquer outro sector (mais estabilidade no emprego, ADSE, regalias de diversas ordens) e são quem mais reclama, quem mais faz greve, quem aparentemente mais se revolta sem se aperceber das afrontas que não enfrenta.

Senhores da troika, não tenham contemplações. O país não tem emenda, o exemplo não vem de cima. Quando o chicote cair, que faça ferida e que sare lentamente, não poderemos mais viver com a síndrome de memória curta, há que mudar RADICALMENTE de uma vez por todas.

Já os romanos diziam que aqui neste canto havia um país que nem se governava nem se deixava governar!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Detesto gajos que são do contra só por ser....


Ontem, mais uma vez, vejo o PCP e o BE fazerem aquilo que eu chamo "ser do contra só por ser". Existem muitos em Portugal, infelizmente temos que os gramar...

Na minha vida profissional, também os há, são do contra porque sim, não têm alternativas, não sabem bem explicar as razões, mas são do contra.

Ora, o PCP e o BE (mais os verdinhos), decidiram que eram contra o FMI e que não só não os querem por cá, como pura e simplesmente se recusam a reunir-se com eles.

Isso aconteceu com o Sr. Mário Nogueira que é o chefe da FENPROF, uma estrutura sindical de professores se negou a negociar com a ministra. Mas pagam-lhe para quê?!

Eu quando voto/pago em alguém, quero e exijo que eles façam o seu trabalho!!!

Ora, vejamos a alternativa à ajuda externa:
- Teríamos de tentar pedir empréstimos a juros incrivelmente altos até...
- Não conseguirmos pagar as dividas, logo...
- Ninguém nos voltaria a empresta dinheiro, como tal...
- Sairíamos do Euro e da zona Euro...
- Como não produzimos energia suficiente para o nosso consumo...
- ...e tendo em conta que o escudo iria ficar tão desvalorizado...
- Para comprar um barril de petróleo ou 1 klw de energia comprada a Espanha seriam ultra caros, logo...
- Começava a faltar energia em nossa casa e nas empresas, já nem falo nos transportes...
- Como não produzimos grande parte dos alimentos que consumimos...
- Começávamos a passar necessidades e teríamos de racionar alimentos
- Acabam os financiamentos europeus...
- O país pára...
- Todas as grandes empresas/bancos fogem de Portugal
- Voltávamos à idade média..... a falência de Portugal...

Mas alternativas apresentadas por essa gente?! nenhuma.... vivem num mundo retrogada e falido, que diga Raul Castro em Cuba...

terça-feira, 12 de abril de 2011

Estão ai os homens


Bem, chegaram os técnicos do FMI, aguardo com alguma ansiedade para ver o valor do empréstimo. Para mim o principal indicador do fosso em que nos encontramos. Tendo em conta o que eles pensam do estado do país será de 80 mil milhões, espero mesmo que seja menos que isso.

Vieram a lume também números (não confirmados) de quanto custou a "teimosia" do Eng. Sócrates, quase 400 milhões por adiar a vida da ajuda estrangeira. Para mim, foi um bocado aquém do que pensava, seja como for, a maior consequência foi mesmo que estamos atrasados em relação a todos os países da Europa e do mundo, enquanto a malta já vai crescer para o ano, nós ainda nem temos previsões disso.

No entanto tiro uma coisa boa, havendo já a experiência da Grécia e da Irlanda, pode ser que sejam mais meigos connosco, até porque nós tão temos metade dos problemas que lá se verificavam, tanto a nível bancário como a nível de défices.

Entretanto vi, quase incrédulo, o comício do PS, aquele foi sem dúvida a demonstração da enorme qualidade de markting politico que já vi até hoje nas terras lusas. Quase parecia que estávamos do outro lado do Atlântico.

Como disse um amigo meu, "estava o circo bem montado". O Sócrates pode ter sido um incompetente a dirigir o país, mas como politico (comunicador) é enorme.

sábado, 9 de abril de 2011

Foi a crise politica que deixou o país onde está....




Esta é uma das frases mais ouvidas pelo PM, mas o homem anda desfasado da realidade e o que ainda me perturba, nem é os acérrimos militantes que procuram o seu tacho nos congressos, é mesmo ver que nas sondagens o homem galopantemente sobe à procura da vitória.

Este país tem os Governantes que merece e se realmente o povo voltar a acreditar num homem que mentiu claramente na primeira eleição dizendo que não ia subir os impostos e que blá blá blá... e fez tudo ao contrário.

Sim é verdade que meteu o país cheio de ventoinhas e veio trazer magalhães à malta, mas mesmo esses negócios de atribuição directa foram suspeitos e condenados por tribunais internacionais.

Mas pronto, teve algumas coisas boas no inicio do seu primeiro mandato, mas muito à custa do aumento da divida publica.

Este homem conseguiu o incrível, praticamente duplicar a divida publica em 6 anos, de 80 mil milhões para 150 mil milhões.

Cheira-me que quando fizerem uma auditoria independente às contas do estado, acho que a nossa Justiça que ele nem sequer mexeu, vai ter muitos processos de colarinho branco.

Mas apesar de tardio, já com a ajuda externa a caminho, este video que vou colocar já não tem grande lógica, mas transmite alguma das ideias que eu tenho da actuação deste e doutros governos.


quarta-feira, 6 de abril de 2011

April fool's day...


Estamos a um passo da entrada oficial da ajuda externa.

Digo oficial, porque oficiosamente já há muito que dela dependemos. Não vale a pena branquear os títulos de divida pública emitidos e vendidos pelo Estado Português a quem lhes quis pegar, também aí vamos ter que pagar juros.

E de juros se fala por estes dias. A dívida pública no médio-longo prazo vê os seus juros já na casa dos 10%, o que é uma perfeita loucura. Creio não me ter enganado a fazer contas, portanto o o total da dívida pública portuguesa, em números simplistas "para português ler" dá algo como aproximadamente 330 mil euros por dia, durante 2010 anos.

Se aparentemente não me parece mau ter este belo plafond para gastar diariamente desde o preciso dia em que Nosso Senhor nasceu, quando somado resulta na divida que Portugal tem para com terceiros. O que me coloca a seguinte questão: MAS ESTÁ TUDO LOUCO?? Onde é que esta gente andava com a cabeça?

O último dos irredutíveis, José Sócrates, veio hoje a público curvar-se perante o povo e admitir que afinal isto não estava assim tão bem quanto ele vendia. Afinal não somos capazes levar sozinhos o barco a bom porto.

Mas isto já era um dado adquirido.

O que me custa ainda ter presente é o facto de ainda na semana passada este mesmo senhor ter defendido o TGV e o novo Aeroporto. "As taxas de juro estão muito atractivas".

Meu amigo, mas é que nem que estivessem a 0%! Simplesmente não há resposta para repor o que pedimos, quando mais com juros, sejam eles de que ordem for!

Defendi até há algum tempo atrás que deveríamos resolver este imbróglio sozinhos. Admito que a minha ingenuidade me fez viajar no tempo até uma época em que éramos donos e senhores do mundo. A coragem era mais que muita e o Brasil era um poço de ouro inesgotável.
Hoje, o Brasil pensa antes de nos dar a mão (que fique explicito que não compro o argumento do povo irmão), mas acabará por dar.

Já nem de nós próprios somos donos. Vejo Portugal como um adulto imaturo ou demente, a quem o tribunal acaba de passar um atestado de incapacidade e nomeia um adulto responsável para seu tutor.

Sócrates afirmou não estar disponível para governar com o FMI, ele está a caminho. Será que Sócrates não está agarrado ao poder?

Será uma estratégia ruinosa o PS lançar Sócrates numa nova corrida eleitoral. O fracasso das suas palavras e a mentira com que iludia os "crentes" desgastaram a sua imagem profundamente.
Pior sr. Engenheiro. Culpar o PSD, dizendo que o chumbo do PEC IV precipitou esta tomada de decisões é de uma demagogia imensa. O PSD em nada ajudou, fartou-se de criticar, mas tomar medidas concretas nem vê-las.

Sócrates não arcará com a culpa por inteiro, mas tem a seus ombros grande parte da responsabilidade pelo rumo que o país tomou.

O país está farto de vocês.

Vêm ai tempos difíceis. O FMI não é nenhum fantasma, mas que ninguém duvide que tempos (bem) piores se avizinham.

sábado, 2 de abril de 2011

FMI a verdade





O que se passa é o seguinte, a Europa quis criar um tampão no efeito dominó de pedidos de ajuda externa.

O nosso PM foi na conversa e então começou a desenhar nas mentes dos Portugueses o Papão do FMI.

O FMI se tivesse vindo à 1 ano atrás, teríamos juros de 4% a 10 anos, hoje se vier, não teremos juros abaixo dos 7%.

Porque raio teremos nós de sofrer com juros altíssimos para que o efeito dominó pare aqui? porque não pode parar em Espanha, Bélgica ou Itália?

Como disse anteriormente, não temos a situação da Irlanda, onde os bancos estão completamente falidos e ainda esta semana falaram de mais 40 mil milhões de euros de ajuda, não estamos na mesma situação da Grécia que durante anos mascarou défices de mais de 20%, a especulação e as sucessivas derrapagens do governo é que puseram o país no estado em que está.

Mário Soares, esse também grande imagem de competência (looool), levou o país à banca rota duas vezes (e orgulha-se disso) teve que chamar o FMI, que basicamente nos salvou de hoje sermos um pais de terceiro mundo.

Que venha alguém que nos ajude...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Publicidade à TDT

Acho esta publicidade quase cruel para todos os velhinhos de Portugal. Basicamente diz que vai tirar-lhes todas as companhias "televisivas"... é cruel...

Apesar do anúncio de que o Governo irá subsidiar para os pensionistas e reformados os descodificadores que custam sempre acima dos 35€, acho que a maneira como esta publicidade mete a situação

"ou tem televisão paga ou então não poderá ver televisão"...

Em Peraboa, parece que já andaram lá uns manfias a vender a ZON à custa deste tipo de não-informação

sexta-feira, 25 de março de 2011

O fim da avaliação de professores



Só tenho um comentário a dizer sobre isto, mas estamos burros ou quê?!

Quer dizer, quem andou a trabalhar para a avaliação, quem teve aulas assistidas para a avaliação, quem já preencheu dezenas de papeis por causa da avaliação.... e agora a meio acabam com a avaliação?!

A avaliação é fundamental e até deveria ser mais rigorosa.

Deveria ser realizada por pessoas independentes às escolas e com aulas assistidas para todos

Sem quotas... se um professor é Excelente, não pode ter outra avaliação sem ser Excelente muito menos porque já foi atribuído o limite de Excelentes.

Agora, se queriam acabar com esta, deveriam ter feito um plano até Agosto em conjunto com as escolas e começar outra avaliação em Setembro....

Só tenho a dizer uma coisa a estas medidas popularuchas... BAHHH!!!

segunda-feira, 14 de março de 2011

PEC4 - o plano de Sócrates



Sócrates lançou um plano bem elaborado para conseguir fazer-se mais uma vez de vitima, tal como fez com as "escutas de Cavaco Silva".

Depois de obviamente as contas não estarem a bater certo, depois de a União Europeia (UE) ter vindo cá fiscalizar e ver claros desvios nas contas, foi traçado um grupo de medidas para colmatar esses problemas.

No entanto, Sócrates decidiu fazer todas essas medidas sem consultar ninguém, somente com a UE. Desta forma, conseguiu algumas declarações positivas vindas dos mesmos e assim irá conseguir o que me parece óbvio.

As medidas não irão ser aprovadas, quer o Governo as leve à Assembleia, quer seja a oposição a fazê-lo.

Depois, irão começar o choradinho dizendo que o país caiu na desgraça, não pela sua incompetência, mas sim pela crise (que se está a dissipar na maioria dos países) e agora, pela oposição que não aprovou as medidas certas que a própria UE achou fundamentais.

O pior de tudo é que começo a achar que isso ainda vai colar no Povo Português...

Já agora, acho incrível que neste estado de coisas, não vejamos cortes sérios nas despesas, nem negociações com as parcerias, nem consultadorias, nem reestruturações na função publica.

Começo a achar que a esquerda tem alguma razão quando diz que é sempre os mesmos a serem rapados...