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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Nomeações do Governo

Li o tópico anterior e era para pura e simplesmente responder, mas acho que mais vale por o meu ponto de vista aqui directamente. Temos que separar as nomeações do Governo em duas, por um lado ele tem de fazer nomeações para a administração central, não tem lógica os seus ministros/secretários de estado e afins terem de manter nos seus gabinetes pessoas do Governo anterior. Têm que ser pessoas de confiança e isso não há duvida, tem que haver uma "renovação" de grande parte do staff dos ministérios. Depois existem as nomeações para instituições e essas a meu ver, deveria partir por concursos públicos. A meu ver, o caso mais sério, nem é o da EDP, Hospitais ou nas Águas de Portugal, para mim o grave foram as nomeações para a CGD... Na EDP, quem nomeou Catroga foram os seus accionistas, tenho de acreditar que jamais o PM teria a lata de enviar uma lista com nomes. A meu ver os accionistas tentaram agradar claramente o Governo e este... o PM foi politicamente burro em ter dado o "OK" à lista que os mesmos escolheram... Nos Hospitais e nas Águas de Portugal o Governo tentou meter alguém que partilhasse pontos de vista para grandes reformas que vão ser necessárias... infelizmente o timing não foi o melhor... devíamos ser mais crescidinhos e coisas como cor politica não deveria ser condicionante no nosso profissionalismo... mas se eu fosse apitar um jogo do SLB vs FCP teria dificuldades em apitar um penalti a favor do FCP em caso de duvida ^^ Na CGD eu acho critico... o famoso poleiro dos Boys...

sábado, 14 de janeiro de 2012

Vamos mal. Vamos muito mal.


Assistimos esta semana a uma catadupa de acontecimentos que começam a fazer-nos questionar sobre as politicas deste Governo.

Falo em nome próprio, porque o benefício de dúvida que dei ao Executivo de Passos Coelho está por um fio.

A semana passada foi provocada pelo alarido da "migração" da Jerónimo Martins para a Holanda. Todos se exaltam, alguns sem compreender verdadeiramente os contornos de um acto "vil" como este. Prende-se sobretudo com financiamentos e, claro está com a poupança de alguns milhões em impostos.
A todos os bons samaritanos que repudiem a atitude e já atirem setas a Soares dos Santos, pergunto honestamente o que fariam se gerissem uma empresa de milhões - como empresários que seriam, procurariam melhor solução ou deixavam-se sugar pelo Estado? Pois claro.

Daí existe então, legitimidade para pedir ao Governo (que afirma não ter tido conhecimento antecipado da acção) que tribute adicionalmente quem toma rumo semelhante. O Governo nada faz. E vai uma.

Governo que na mesma semana promulga uma directiva que reduz a quantidade de combustível que um cidadão pode trazer de Espanha, dos anteriores 50 Litros para um generosos 10 litros. O problema, bem se vê, não se prende com a logística do transporte, mas com um continuo reprimir dos cidadãos de fronteira que ainda conseguiam poupar alguma coisa com esta solução. Qual é o objectivo? Ajudar as gasolineiras nacionais? Aquelas às quais já cobra o 3º imposto mais elevado de combustíveis a nível europeu? Aqui já não aconselha as pessoas a emigrar senhor ministro? Só se forem de vez, porque ir apenas para abastecer, não obrigado. E vão duas.

A ASAE apreendeu cerca de 250 mil litros de leite nas cadeias Pingo Doce e Continente. Em causa, um alegado "dumping", que se traduz na venda de produtos abaixo do preço de custo, que irou produtores nacionais que, ficou explícito, percebem de leite, vacas e demais bovinos, mas são uma nulidade em marketing.

São-no, não porque dizem que o Continente vende o litro com 75% de desconto em cartão e que o mesmo acaba vendido a 13 cêntimos, mas porque não percebem que mais não se trata do que uma manobra de marketing, pois o cliente paga efectivamente o litro a 53 cêntimos, acumulando 75% desse valor para gastar NO MESMO hipermercado. É uma tentativa de agarrar concorrentes. A Coca-Cola foi vendida na mesma promoção, os enchidos também, tal como detergentes e outros artigos. E sim, esses produtores receberam o valor normal pela matéria prima. Mas as marcas agradecem todo o "buzz" criado nos media.

De destacar a intervenção da ASAE. Nada de errado com os produtos, mas está barato demais para um país austero. E vão três.

A terminar a semana, as nomeações do Governo, a recaírem somente em membros afectos ao PSD e CDS. É de uma pontaria perspicaz.
Passos Coelho apregoou a transparência, mas parece-me que está a fazer como os produtores de leite, a jogá-la na rua.
Afirmou o primeiro-ministro que não há crime em ser militante de um partido. ERRADO.

Quereria ele dizer, Não há crime em ser militante de um partido DO GOVERNO. À luz das suas declarações que afirmam que só foram nomeadas as pessoas mais qualificadas para os cargos, fiquei com a nítida sensação que tudo o que está além-PSD e além-CDS é uma cambada de cabrestos iletrados.

Já não era novo, o clientelismo já vem de outros Governos. Mas, o que acha a opinião pública dos 45 mil € mensais do Dr. Catroga?

E vão quatro.

Vamos mesmo muito mal.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Um autentico ROUBO


Não sei como é que é possível que estas coisas podem acontecer e não só a noticia morre no dia em que sai, como não existe um processo crime....

Sim, nós tínhamos contratos em que o governo pagava ZERO a companhias privadas e estas porque não estavam a ter lucros suficientes.... por iniciativa própria o ex-governo renegociou os contratos para que estes pudessem ganhar muitos e muitos MILHÕES de EUROS

Vejam esta reportagem que saiu hoje
Reportagem

E esta que já leva algum tempo e que passou quase despercebida...

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Governador do Banco de Portugal reescreve a história...


Lembram-se quando toda oposição vetaram o PEC IV do governo de José Sócrates e de imediato a responsabilidade do pedido de ajuda à UE foi totalmente apontada ao PSD?!

Pois bem, o Governador do Banco de Portugal, Carlos da Silva Costa, hoje na assembleia da republica afirma que o pedido feito por José Sócrates foi mesmo no limite, mas já tinha vários meses que estava a ser planeada pelo antigo ministro das finanças.

Ora, cá está mais uma verdade que saiu do baú...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O país dos aumentos


O preço dos transportes em Portugal aumentou (novamente) esta semana. Os portugueses reclamam, mas já não estranham. Não estranham porque estão por demasia habituados a que todos os problemas financeiros do país sejam resolvidos com a mão no bolso de terceiros.

Pessoalmente, a medida não me afecta, porque neste canto do país os transportes colectivos não nos servem como gostaríamos e a qualidade/conforto do serviço que pagamos está a anos luz do desejável. No entanto, maregas e outros que tal que se preparem, sobretudo no regresso ao trabalho/inicio de aulas, que vos saltarão novamente à carteira.

Novamente, os salários ficam na cepa torta.

Certo, o novo Governo entrou em funções há cerca de um mês, e se por um lado é ainda precoce vestir o barrete de carrasco e puxar do machado, por outro a questão remete-nos para a problemática do ovo e da galinha - qual veio primeiro?

O sr. Ministro das Finanças diz e bem que não há crescimento sem investimento. Que devemos comprar o que é nacional, pois o investimento no mercado interno é essencial para o desenvolvimento económico do rectângulo, mas não explica como podemos optar pela compra do que é nacional (e infelizmente tendencialmente mais caro) se cada medida tomada suga cada vez mais o poder de compra do Zé Povinho. Como comprar sem poder de compra? Recorremos ao crédito? O mesmo que continuamente hipoteca a nossa economia?

O Governo defende-se. Vai ter em conta a situação dos portugueses com maiores dificuldades. Aqui é preciso esclarecer o que é que o Governo entende por "portugueses com maiores dificuldades". É que, segundo a edição do "I" da última Sexta-Feira, 1 em cada 2 portugueses ou está desempregado ou em situação de emprego precária. Portanto 50% do País conta os trocos continuamente e teme pelo futuro. É a estes portugueses que o Governo se refere?

O Presidente da República referiu por diversas vezes que as exportações nacionais têm que amplamente impulsionadas. De acordo, é uma medida a saudar, é um dos caminhos que nos poderão conduzir ao equilíbrio económico. Mas que medidas de auxílio estão previstas para empresas que não conseguem ainda atingir o nível da exportação, mas que estão relativamente estáveis no mercado nacional? Ficam à deriva? Porque até agora NENHUMA medida foi tomada nesse sentido, e essas empresas comportam um numero considerável de empregos.

Mais, a liberalização das tarifas energéticas. Há por aí alguém que acredite que isso será benéfico para o consumidor final? Ou será necessário relembrar os efeitos da liberalização dos preços dos combustíveis no bolso dos portugueses?

sábado, 2 de julho de 2011

Subsidio de Natal a 50% - Governo 2011


O governo anterior foi apresentando contas trimestrais, mostrando o que em termos económicos se chama um Superávit positivo, o que significa em termos leigos que estariamos a arrecadar mais dinheiro que a gastar. O que daria uma excelente execução orçamental e garantindo com grandes probabilidades de sucesso nas metas estabelecidas pela Troika

No entanto, o que seria um excelente resultado passou na Quarta-Feira passada a um pesadelo quando o INE finalmente apresentou as verdadeiras contas do actual estado da nossa economia.... 7,72% de défice...

Ora pensem comigo, se para baixar de 9,6% (défice em Dezembro) para 7,72% foi necessário cortes nos ordenados e aumento do IVA.

Para baixar até 5,9% teríamos que fazer o mesmo, mas como isso destruiria a nossa economia foi decidido numa situação bem excepcional, uma medida excepcional (assim espero)....

Se querem que vos diga, gostei da nova maneira de abordar a coisa, prefiro saber a verdade do que as contas estarem sempre a dar para o torto numa visão idílica que as coisas se resolvem por elas e quando as coisas correm mal a culpa é sempre dos outros.

Não vejo alternativa senão cumprir o acordo com a Troika e o mesmo estabeleceu como meta para o défice deste ano 5,9% como tal temos de o cumprir, infelizmente o governo anterior não fez um bom trabalho na parte do corte das despesas que é fulcral para conseguir atingir essas metas... esperemos que este o consiga fazer...

Já agora, não são 50% ao calhas, mas sim com uma regrar, que a meu ver tenta não prejudicar as pessoas menos desfavorecidas do nosso país...

Subtrai-se ao que a pessoa deveria receber, ordenado ou outras mais valias (atingindo vários sectores que a esquerda tanto reclamavam) o ordenado mínimo de 485€, ou seja, quem ganhe:

500€ subtrai-se o ordenado mínimo de 485€ que é igual a 15€ e logo teria que entrega de imposto 50% dos mesmos ou seja 7,5€

Para outros exemplos:
1000€ - 485€ = 515€ * 50% = 257,5€ - Recebe: 742,5€
1500€ - 485€ = 1015€ * 50% = 507,5€ - Recebe: 992,5€
2000€ - 485€ = 1515€ * 50% = 757,5€ - Recebe: 1242,5€
2500€ - 485€ = 2015€ * 50% = 1007,5€ - Recebe: 1492,5€
3000€ - 485€ = 2515€ * 50% = 1257,5€ - Recebe: 1742,5€

sexta-feira, 1 de julho de 2011

O Programa de Governo

O programa de governo foi esta semana entregue e já se conhecem as principais linhas orientadoras para o futuro imediato do país.

Embora não conheça o programa na integra, comentarei a medida que até agora merece mais contestação - a perda de 50% do subsidio de Natal de 2011.

O povo revolta-se, com razão, queixa-se que é sempre o mesmo a fazer sacrifícios. Com razão.

Espero sinceramente que ninguém tenha eleito este governo apenas pela crónica crença sebastianista de que da noite para o dia os novos salvadores da pátria nos tiram do buraco. Passos Coelho avisou que os próximos tempos serão difíceis.

Por diversas vezes aqui afirmei que não sou de direita; considerando o panorama politico nacional (ainda que também pudesse ir fora de portas), acho que não há melhor opção que se ser independente (mas não ao estilo do sr. Fernando Nobre).

Voltando ao tema. 50% do subsidio de Natal é um mal menor na situação que vivemos. Olhando para a Grécia temos uma forte premonição do que nos pode acontecer. Não me oponho, porque enquanto trabalhador independente não tenho essa regalia, como aliás é normal não ter regalias enquanto independentes.

Esta medida permite um encaixe de 800 milhões de euros.

Não paremos por aqui. coloquemos algumas questões:

Porque tem a Madeira um governo próprio, um regime de IVA próprio e exige renegociar a divida conjuntamente com a dívida nacional?

Porque insistimos em dar pensões vitalícias a quem desempenhou cargos políticos?

Porque não fiscalizamos a atribuição de subsídios, designadamente de desemprego e rendimento social de inserção (de inserção!!!!!!) atribuídos aleatoriamente?

Qual é a pena para os devedores do fisco e segurança social? Quanto devem eles?!

QUAL A DIVIDA DOS CLUBES DE FUTEBOL, nomeadamente os 3 grandes?! com centenas de milhões de dívida ao fisco continuam a comprar baseados em garantias irrealistas?

Avancemos, que não pague sempre o povo, mas que todos sejam chamados a contribuir na devida proporção.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Novo Governo

O novo Governo, liderado por Pedro Passos Coelho, foi hoje anunciado. No total são 11 ministros, dos quais quatro são militantes do PSD, três do CDS-PP e quatro são independentes.


Pedro Passos Coelho (PSD)

Primeiro-ministro

Pedro Passos Coelho, 46 anos, chegou a líder do PSD em Março de 2010 com 61 por cento dos votos nas eleições internas do partido, sucedendo Manuela Ferreira Leite. Foi presidente da Juventude Social Democrata entre 1990 e 1995. Depois de estar um tempo afastado da vida política, regressa em 2008 como candidato a líder do PSD. Levou o partido a vencer as eleições de Junho de 2011, com 38,6% - resultado que obrigou o PSD a procurar a coligação com o PP para conseguir maioria parlamentar.

Paulo Portas (CDS-PP)

Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros

Do Direito para a política, da política para o jornalismo. E de volta à política. Paulo Portas já foi jurista, director de um jornal e ministro. Nas eleições legislativas de 2009 voltou ao ataque à frente do CDS-PP, numa campanha que diz querer fazer «no terreno». Nas legislativas de 2011 o PP conseguiu 11.7% dos votos, abrindo caminho à coligação PSD-PP.

Miguel Macedo (PSD)

Ministro da Administração Interna

Miguel Bento Martins da Costa Macedo e Silva nasceu em 1959 e é licenciado em Direito. O líder parlamentar do PSD foi eleito deputado nas V, VI, VII e VIII legislaturas. Ao longo da sua carreira política desempenhou também os cargos de Secretário de Estado da Juventude no Governo Constitucional, Secretário de Estado da Justiça nos XV e XVI Governos e membro da Assembleia Municipal de Braga.

Vítor Gaspar (independente)

Ministro de Estado e das Finanças

Vítor Gaspar, com um reconhecido percurso na área da Economia das Finanças, desempenhou as seguintes funções: diretor do Gabinete de Estudos Económicos do Ministério das Finanças, Diretor do Departamento de Estatística e Estudos Económicos do Banco de Portugal e Diretor do Departamento de Estudos Económicos do Banco Central Europeu. Atualmente, é Consultor da Administração do Banco de Portugal.

Álvaro Santos Pereira (independente)

Ministro da Economia e do Emprego

Álvaro Santos Pereira nasceu em Viseu, em 1972. Doutorou-se em Economia pela Simon Fraser University, em Vancouver. Deu aulas em várias universidades estrangeiras, nomeadamente na University of British Columbia, na Universidade de York e na University of British Columbia. Desde 2001 tem colaborado regularmente com o Diário de Notícias e o Diário Económico, como colunista. Ocasionalmente, escreve para outras publicações, como o Expresso, a Revista Exame e o Jornal de Notícias.

Assunção Cristas (CDS-PP)

Ministério da Agricultura, Mar e Território

Nascida em 1974, Assunção Cristas é professora universitária de Direito. Foi adjunta da ministra da Justiça no XV Governo Constitucional e diretora do Gabinete de Política Legislativa e Planeamento deste ministério. Membro da Comissão Política Nacional do CDS-PP desde maio de 2007, passou a integrar a Comissão Executiva do partido em janeiro de 2009, data em que assumiu a vice-presidência. Coordenou a elaboração do programa do CDS-PP para as eleições legislativas de 2009 e fez parte da Comissão de Orçamento e Finanças.

José Pedro Aguiar-Branco (PSD)

Ministério da Defesa

Advogado, natural do Porto. Foi cabeça de lista do PSD no círculo do Porto nas duas últimas eleições legislativas. Em 2010 desempenhou o cargo de vice-presidente dos sociais-democratas e já foi candidato à liderança do partido, contra Passos Coelho e Paulo Rangel. Com uma longa carreira no Partido Social Democrata, foi membro do Conselho Nacional da JSD (1977-1984) e membro do Conselho de Jurisdição (1976 e 1995-1997), do Conselho Nacional (1982-1984 e 1988-1990) e da Comissão Política (1996-1998 e 2007-2010) do PSD. Foi ministro da Justiça do XVI Governo Constitucional, chefiado por Santana Lopes (2004-2005), presidente da Assembleia Municipal do Porto (2005-2009) e deputado à Assembleia da República (2005-2009), onde liderou o Grupo Parlamentar do PSD (2009-2010).

Paula Teixeira da Cruz (PSD)

Ministério da Justiça

Paula Maria Von Hafe Teixeira da Cruz nasceu em Luanda, em 1960, e licenciou-se em Direito. Foi professora na Faculdade de Direito de Lisboa e no Instituto de Estudos Superiores Financeiros e Fiscais. Entre 2003 e 2005 foi membro do Conselho Superior da Magistratura. Entre 2002-2005 integrou o Conselho Geral da Ordem dos Advogados. A par destas funções, entre 1999-2003 pertenceu ao Conselho Superior do Ministério Público. Paula Teixeira é militante do PSD desde 1995. É, atualmente, vice-presidente da Comissão Política Nacional do PSD e exerceu as mesmas funções sob a direção de Luís Marques Mendes entre 2005-2006.

Pedro Mota Soares (CDS-PP)

Ministro dos Assuntos Sociais

Pedro Mota Soares nasceu em 1972 e licenciou-se em Direito. Ao longo da sua carreira na política assumiu vários cargos, entre eles: Secretário Geral do CDS-PP, Membro da Comissão Diretiva de CDS-PP, Deputado à Assembleia da República na VIII Legislatura, Vice-Presidente do grupo Parlamentar do CDS-PP, Presidente da Juventude Popular, Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP na X Legislatura. Paulo Macedo (independente)

Ministro da Saúde

Nasceu em 1963 e é Licenciado em Gestão de Organização e Gestão de Empresas. Atualmente, é vice-presidente do conselho de administração executivo do Millennium BCP. Entre 2004 e 2007, trabalhou na Caixa Geral de Depósitos. O seu trabalho nesta instituição fez com que fosse apontado como um dos principais responsáveis modernização e informatização da máquina fiscal. Antes de desempenhar estas funções, foi administrador da Companhia Portuguesa de Seguros de Saúde, S.A. (Médis).

Nuno Crato (independente)

Ministro Educação e do Ensino Superior

Nuno Crato nasceu em Lisboa em 1952. Matemático e Estatístico, é atualmente Pró-Reitor da Universidade Técnica de Lisboa e, desde o ano 2000, professor no Instituto Superior de Economia e Gestão. Em 2008 foi condecorado com o grau de Comendador da Ordem do Infante D. Henrique. No mundo dos negócios é de referir a sua nomeação para presidente executivo do Taguspark, em 2010.

Miguel Relvas (PSD)

Assuntos Parlamentares

Miguel Fernando Cassola de Miranda Relvas nasceu em Lisboa, em 1961 e licenciou-se em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Lusófona. Entre 1987 e 1989 foi secretário-geral da JSD. Mais tarde, foi nomeado deputado à Assembleia da República. Atualmente é secretário-geral do PSD. Em 2002, desempenhou o cargo de secretário de Estado da Administração Local, no governo de Durão Barroso.

Diário Digital com Lusa

segunda-feira, 14 de março de 2011

PEC4 - o plano de Sócrates



Sócrates lançou um plano bem elaborado para conseguir fazer-se mais uma vez de vitima, tal como fez com as "escutas de Cavaco Silva".

Depois de obviamente as contas não estarem a bater certo, depois de a União Europeia (UE) ter vindo cá fiscalizar e ver claros desvios nas contas, foi traçado um grupo de medidas para colmatar esses problemas.

No entanto, Sócrates decidiu fazer todas essas medidas sem consultar ninguém, somente com a UE. Desta forma, conseguiu algumas declarações positivas vindas dos mesmos e assim irá conseguir o que me parece óbvio.

As medidas não irão ser aprovadas, quer o Governo as leve à Assembleia, quer seja a oposição a fazê-lo.

Depois, irão começar o choradinho dizendo que o país caiu na desgraça, não pela sua incompetência, mas sim pela crise (que se está a dissipar na maioria dos países) e agora, pela oposição que não aprovou as medidas certas que a própria UE achou fundamentais.

O pior de tudo é que começo a achar que isso ainda vai colar no Povo Português...

Já agora, acho incrível que neste estado de coisas, não vejamos cortes sérios nas despesas, nem negociações com as parcerias, nem consultadorias, nem reestruturações na função publica.

Começo a achar que a esquerda tem alguma razão quando diz que é sempre os mesmos a serem rapados...

sábado, 5 de março de 2011

A guerra na Educação



Bem, depois de uma acesa troca de galhardetes, a oposição uniu-se e acabou com o decreto lei que determinava o fim das disciplinas Área de Projecto e Estudo Acompanhado.

Vou antes demais dar a minha opinião quanto às disciplinas em questão, pessoalmente, tendo em conta que hoje em dia a maioria dos jovens não detêm atenção suficiente em casa na sua educação e estruturação como pessoas, manter somente em disciplinas curriculares como matemática, físico-química, português, inglês, ciências e outras, é um erro...

Os professores hoje em dia são as pessoas com quem eles passam a grande maioria do tempo e acho que disciplinas como Estudo Acompanhado e Área de Projecto, tal como Formação Cívica, são importantes já que se lhe dá formação e competências de como planear, estudar, organizar, concretizar, formar acima de tudo bom material de estudo e socialização entre pares, parece-me uma ideia excelente.

A Área de Projecto pessoalmente parece-me divina já que a sua ideia é promover algo que a grande maioria dos adultos lhes falta, traçar planos, objectivos e desenvolver algo nos mais diversos temas escolhidos por eles ou pela escola. Que podem ajudar na sua formação (dependendo do tema) mas que trariam de certeza competências que lhes podem valer mais tarde em projectos mais a sério, é uma ideia magnifica...

No entanto, infelizmente, grande parte destas ideias são adulteradas e vemos muitas vezes aulas de Área de Projecto com professores pura e simplesmente a fazerem passar o tempo, vemos Áreas de Projecto de 8º ano a tentar colmatar o erro de acabar com TIC de 8º, vemos professores a utilizarem o Estudo Acompanhado para fazerem trabalhos de casa das disciplinas dos próprios ou de colegas.

Bem, vejo que ao fim ao cabo, boas ideias só as são se concretizadas correctamente.

Se concordo com o fim dessas disciplinas?!

Sinceramente, quanto a Estudo Acompanhado, o mais certo é que os mais favorecidos pegassem nos seus filhos e em vez de a terem na escola, teriam-no num centro de estudo qualquer, enquanto os menos favorecidos colocariam os filhos a deambular por casa ou pelas ruas e cafés enquanto eles não chegassem a casa.

Por isso, penso que para os alunos, até é bom a permanência das disciplinas, para os mais de 10.000 professores que não veriam renovados os contractos também, para o ministério da educação, obviamente é um retrocesso no seu pseudo-projecto de reestruturação da educação...

Agora, aquele choradinho de "oh mamã eles bateram-me e são maus" da ministra, foi um pouco triste de assistir.

Eu sou totalmente favorável a uma reorganização da educação, uma reorganização que já deveria ter acontecido à muitos anos atrás, principalmente na parte académica.

Na minha óptica, acho que até ao 9º Ano, os alunos deveriam ter efectivamente uma base em que os apresentasse a todos os temas curriculares e não curriculares que hoje temos. Tirando TIC que passaria para o 7º Ano e Área de Projecto somente para o 9º Ano.

Depois, a coisa mudava radicalmente, haviam disciplinas base, Matemática, Físico-Química, Educação-Física e Português, depois, os alunos escolhiam os módulos que queriam fazer e a que disciplinas lhes interessava mais como Inglês, Ciências, Alemão, Francês, História, Espanhol, Informática, Filosofia, Artes e outras. divididas em módulos que correspondiam a créditos.

E o ano lectivo era definido em conformidade com o numero de créditos.

Não haveria Matemática A, B, C. Haveria módulos nas mais diversas disciplinas, módulos esses que os alunos teriam que ter para aceder a determinados cursos da universidade.

Existem coisas quase irreais hoje em dia no nosso ensino, por exemplo, eu se decidir que gostaria de ser Engenheiro Informático, teria toda a lógica que no 9º Ano escolhesse o Profissional de Informática, pois quando chegasse à universidade já teria uma bagagem razoável naquela área, no entanto, tendo em conta que o curso Profissionais de Informática tem Matemática B no seu currículo e as Engenharias exigem Matemática A, obrigam o aluno a fazer por si, exames de Matemática A totalmente sobre sua responsabilidade, ou seja, com recurso a explicações ou se for numa boa escola pode assistir a algumas aulas de Matemática A (dependendo dos professores e dos horários). No entanto, continua a ser obrigado a ir a Matemática B.

Ou então a ir para um CET, que é basicamente um pré-curso na Universidade que lhe faz gastar um ano lectivo sem garantias de entrar no curso efectivo já que a maioria tem um limite para entradas.

E o mais ridículo de tudo, é que se um aluno seguir a via de Ciências, terá a dita Matemática A, mas no entanto, desde o 9º Ano não terá qualquer outra disciplina de Informática, o que significa que irá para universidade sem saber sequer o que é o Excel ou Access, quanto mais sobre programação ou redes.

Minto, existe uma disciplina opcional para o 12º Ano, que quase nenhuma escola tem como opção.

Isto passa-se em todas as saídas, Turismo, Artes e afins, se eles quiserem ir para a universidade têm de tirar Português A ou Geometria Descritiva por sua conta.

Falhas e mais falhas que se conjugam com a burocracia que impõem aos professores com a promoção do facilitismo e impunidade nos alunos.

Mas isso são outras conversas para outros tópicos...

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

E a despesa subiu...



Ora neste fim-de-semana o nosso querido governo tentou impingir os mercados com uma propaganda de markting sobre os seus feitos de decida de cerca de 359 Milhões no défice de Portugal para o mês de Janeiro.

Ontem no entanto os juros da dívida pública voltaram a subir e inocentemente o governo diz que não percebe como.

Ontem também, descobriu-se que afinal, apesar de termos reduzido o défice, essa redução deve-se única e exclusivamente à colecta de impostos e de menos despesa com ordenados, a despesa normal do estado aumentou 0,9% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Ou seja, os mercados que não andam a dormir como muitos portugueses, perceberam que o nosso governo continua desgovernado, que todos os nossos sacrifícios continuam a ser inúteis pois para atingir o défice previsto o estado já deveria ter reduzido na sua despesa cerca de 4% e em vez disso aumenta-a.

Se eles pensam que enganam os mercados com falinhas mansas como fazem ao povo Português... estão completamente enganados...

Que venha rápido a cimeira europeia para podermos ser ajudados finalmente como deve de ser...

Já agora, quando todos aclamam por uma redução da despesa do estado, continuam rumores que o TGV vai ser renegociado para o próximo mês.........