Mostrar mensagens com a etiqueta Transportes. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Transportes. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Arre mais uma greve



Mais uma greve dos Senhores dos Transportes, toda a gente sabe o grave problema que existe neste sector, em que as dezenas de sindicatos (quase todos ligados à CGTP) convocam greves atrás de greves.

Durante anos o governo escondeu o défice real fazendo com que as empresas públicas se endividassem de uma maneira descontrolada.

Se queríamos bilhetes a preços sociais, teríamos que criar uma subsidiação do sector com recurso ao financiamento do estado e não das empresas.

O problema existe também no sector da saúde, educação e nem se fala nas parcerias publico-privadas da construção.

Foi um erro que endividou gravemente estas empresas e como tal, terá de mudar alguma coisa drasticamente.

Muitos dos privilégios que os trabalhadores foram adquirindo com chantagens sucessivas de greves no passado e o pulso fraco dos governos que foram dando e dando sem um plano para o futuro, terão que mudar.

Mesmo não me afectando directamente (já que uso viatura própria), acho revoltante a quantidade de greves que se fazem e o preço que nos custa a todos nós.

Quando grande parte da função pública está a fazer sacrifícios, ainda há uns meninos com a mania que são melhores que os restantes, que querem forçar que todos nós continuemos a subsidiar as suas regalias

Relembro as 81 greves na CP só no ano passado...

Como tal, vou-me associar...

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O país dos aumentos


O preço dos transportes em Portugal aumentou (novamente) esta semana. Os portugueses reclamam, mas já não estranham. Não estranham porque estão por demasia habituados a que todos os problemas financeiros do país sejam resolvidos com a mão no bolso de terceiros.

Pessoalmente, a medida não me afecta, porque neste canto do país os transportes colectivos não nos servem como gostaríamos e a qualidade/conforto do serviço que pagamos está a anos luz do desejável. No entanto, maregas e outros que tal que se preparem, sobretudo no regresso ao trabalho/inicio de aulas, que vos saltarão novamente à carteira.

Novamente, os salários ficam na cepa torta.

Certo, o novo Governo entrou em funções há cerca de um mês, e se por um lado é ainda precoce vestir o barrete de carrasco e puxar do machado, por outro a questão remete-nos para a problemática do ovo e da galinha - qual veio primeiro?

O sr. Ministro das Finanças diz e bem que não há crescimento sem investimento. Que devemos comprar o que é nacional, pois o investimento no mercado interno é essencial para o desenvolvimento económico do rectângulo, mas não explica como podemos optar pela compra do que é nacional (e infelizmente tendencialmente mais caro) se cada medida tomada suga cada vez mais o poder de compra do Zé Povinho. Como comprar sem poder de compra? Recorremos ao crédito? O mesmo que continuamente hipoteca a nossa economia?

O Governo defende-se. Vai ter em conta a situação dos portugueses com maiores dificuldades. Aqui é preciso esclarecer o que é que o Governo entende por "portugueses com maiores dificuldades". É que, segundo a edição do "I" da última Sexta-Feira, 1 em cada 2 portugueses ou está desempregado ou em situação de emprego precária. Portanto 50% do País conta os trocos continuamente e teme pelo futuro. É a estes portugueses que o Governo se refere?

O Presidente da República referiu por diversas vezes que as exportações nacionais têm que amplamente impulsionadas. De acordo, é uma medida a saudar, é um dos caminhos que nos poderão conduzir ao equilíbrio económico. Mas que medidas de auxílio estão previstas para empresas que não conseguem ainda atingir o nível da exportação, mas que estão relativamente estáveis no mercado nacional? Ficam à deriva? Porque até agora NENHUMA medida foi tomada nesse sentido, e essas empresas comportam um numero considerável de empregos.

Mais, a liberalização das tarifas energéticas. Há por aí alguém que acredite que isso será benéfico para o consumidor final? Ou será necessário relembrar os efeitos da liberalização dos preços dos combustíveis no bolso dos portugueses?

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

As greves dos transportes



Esta semana foi apinhada de greves dos transportes, barcos, comboios e autocarros...

Contestam o corte dos ordenados. Aqueles que aconteceram em quase toda a função pública.

Vamos lá ver, eu sou totalmente a favor do direito de manifestar o desagrado com a situação das coisas... mas que raio...

Sou contra as excepções e já acho aquele decreto que permite que os administradores das empresas públicas não cortar em determinados funcionários compensando isso com cortes mais severos noutros, para atingir o objectivo de 5%... uma verdadeira aberração

Agora imaginem que o Estado decretava a possibilidade de não haver cortes nos transportes?!

Como é que o mesmo teria cara para convencer todos os outros funcionários públicos afectados pelos cortes que eram inferior aos outros e que por isso teriam de sofrer por eles??!

Isto, tendo em conta que estamos a falar das empresas do estado com passivos enormes, maior ainda que os da TAP...

Só tenho uma palavra a dizer... JUÍZO!!!