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domingo, 25 de março de 2012

Rescaldo da Greve



Vou dizer a tradicional frase "A greve é um direito do trabalhador"

No entanto, na minha opinião, uma greve é convocada sempre no meio de uma negociação que esteja empenada e em tempos de bonança de modo a conseguir mais direitos

Sem qualquer negociação em curso e numa das situações mais graves do país, a meu ver, jamais se devia marcar uma greve

Agora vocês perguntam, "ai e tal, mas a malta está insatisfeita com a austeridade", nesse caso convoca-se uma grande manifestação, de preferência ao fim de semana.

As pessoas têm todo o direito de se manifestar contra esta austeridade, agora, fazer greve e prejudicar todo o país e todas as empresas sem qualquer objectivo atingível?!

Sem objectivos porque a CGTP nunca quis ser parte interveniente das soluções mas sim ser um braço armado do PCP numa luta meramente politica e sem qualquer interesse no melhor para o país ou para o trabalhador

Quanto à greve em si, foi miserável, até os "contestatários" natos de grande parte dos serviços apareceram

Até alguns dos transportes e a recolha do lixo deixaram de acompanhar este disparate que pura e simplesmente tentava servir os interesses de afirmação de um líder ainda mais radical da CGTP

No que diz respeito à violência da policia, deveriam ter sido tomadas cautelas quanto a jornalistas

Mas por acaso estava a ouvir a TSF no momento em que se sucedia à intervenção e por acaso entrevistaram um cliente das famosas explanadas, ou seja, antes de se saber que dois jornalistas foram atingidos por tabela e falaram com alguém isento e a senhora disse algo deste género:

"houve uns estoiros, depois a policia prendeu alguém e começaram a atirar copos, cadeiras e chávenas contra os polícias... depois eles intervieram..."

Ora, confere um bocadinho com a "versão" da polícia, e a meu ver, temos de respeitar as autoridades e portanto justificáveis....

Na Grécia já se fala na possibilidade dos países de extrema esquerda e direita conseguirem uma maioria no parlamento... acho que é isto que esta gente quer... guerra... sangue... para conseguirem chegar ao poder...

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Greve na Valadares...


A empresa está em risco de falência, tem agora, dois salários em atraso...

Foi feita uma greve e a empresa faz uma proposta:
- Pagar o mês de Dezembro até à próxima sexta-feira e pagar Janeiro até dia 17 de Fevereiro

Resposta dos trabalhadores...
- Bloquearam a saída de camiões com o material para vender e continuam sem trabalhar...

Ora deixem-me ver se eu percebo.

- Eles não deixam sair os camiões garantindo assim que a empresa não consegue receber mais dinheiro
- Não trabalham garantindo que a empresa não produz...

Trabalhar de graça é indigno, considero um direito receber o ordenado depois de um mês de trabalho e até acredito que haja pessoas em grandes dificuldades...

Mas isto é mesmo ter palas nos olhos... os meus pesamos à Sra. Valadares...

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Arre mais uma greve



Mais uma greve dos Senhores dos Transportes, toda a gente sabe o grave problema que existe neste sector, em que as dezenas de sindicatos (quase todos ligados à CGTP) convocam greves atrás de greves.

Durante anos o governo escondeu o défice real fazendo com que as empresas públicas se endividassem de uma maneira descontrolada.

Se queríamos bilhetes a preços sociais, teríamos que criar uma subsidiação do sector com recurso ao financiamento do estado e não das empresas.

O problema existe também no sector da saúde, educação e nem se fala nas parcerias publico-privadas da construção.

Foi um erro que endividou gravemente estas empresas e como tal, terá de mudar alguma coisa drasticamente.

Muitos dos privilégios que os trabalhadores foram adquirindo com chantagens sucessivas de greves no passado e o pulso fraco dos governos que foram dando e dando sem um plano para o futuro, terão que mudar.

Mesmo não me afectando directamente (já que uso viatura própria), acho revoltante a quantidade de greves que se fazem e o preço que nos custa a todos nós.

Quando grande parte da função pública está a fazer sacrifícios, ainda há uns meninos com a mania que são melhores que os restantes, que querem forçar que todos nós continuemos a subsidiar as suas regalias

Relembro as 81 greves na CP só no ano passado...

Como tal, vou-me associar...

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O trabalho a quem o quer

... o que, a julgar pelas notícias que dão conta do esforço conjunto do trabalhadores da Sicasal, em Mafra, a máxima se cumpre por ali.

Apesar do violento incêndio que destruiu boa parte das instalações da fábrica, a administração assugurou que nenhum posto de trabalho estaria em risco. Uma decisão corajosa quando fácil seria baixar os braços.

Os trabalhadores foram sensibilizador para serem parte activa na reconstrução da fábrica e também eles arregaçaram mangas para desempenhar funções bastante diferentes daquelas a que estão habituados.

Ao ver a reportagem, retive duas frases. A primeira de uma funcionária, que referiu que "o emprego é um bem raro nestes dias, portanto há que fazer sacrifícios". A segunda, do dono da fábrica, "A melhor forma de não ter a crise é não ser a própria crise".

Amanhã, ninguém tem motivos para fazer greve na Sicasal.

No Continente (e outras paragens)


...que não o hipermercado, faz-se greve amanhã.

Por causa da crise, do governo, da troika, do preço do combustível, disto, daquilo...

Fazer greve é tão banal que não produz efeitos, além do rombo na economia.
Em média serão mais os dias que um português faz greve do que os que vai ao teatro (aqui, perder um dia sem salário, não me parecendo que contribua efectivamente para o enriquecimento da cultura geral, surge efectivamente mais caro que um bilhete para o D. Maria II.)

Não estou contra quem faz greve. Estou contra o timming em que esta se faz.

Os princípios que amanhã se vão defender desvirtuam os princípios que nortearam os primeiros grevistas que fizeram ouvir a sua voz pela conquista de melhores condições de trabalho, maior igualdade e mais segurança.

Também amanhã se lutará por estes e outros objectivos, mas não nos enganemos, o país não vai mudar.
O país não vai mudar porque o país não se consegue gerir sozinho. Porque não tem dinheiro, e porque o "pouco" que emprestaram tem que ser gerido com rigor. Porque, a menos que um Rei Midas nos venha abraçar e transforme lata em ouro, o país está fechado para festas.

Mas o povo sai à rua. O mesmo povo que reclama da subida do IVA, do preço de bens essenciais, dos preços dos combustíveis que sobem dia sim, dia sim. O povo que não tem dinheiro, mas que amanhã abdicará de um dia de salário.

O mesmo povo que, salvo aqueles que veremos na TV, não irá protestar na rua, antes assumirá o dia de greve como uma folga, como oportunidade de acordar às 10h e contemplar o belo sol de Novembro.

Não me revejo nesta greve. Não farei parte dela. O País precisa de trabalho, precisa de produtividade. Condena-se a meia hora adicional diária e amanhã vamos deitar de uma só vez 16 dias de implementação prática desta medida.

Não vamos lá assim. De uma vez por todas, acordem.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

As greves dos transportes



Esta semana foi apinhada de greves dos transportes, barcos, comboios e autocarros...

Contestam o corte dos ordenados. Aqueles que aconteceram em quase toda a função pública.

Vamos lá ver, eu sou totalmente a favor do direito de manifestar o desagrado com a situação das coisas... mas que raio...

Sou contra as excepções e já acho aquele decreto que permite que os administradores das empresas públicas não cortar em determinados funcionários compensando isso com cortes mais severos noutros, para atingir o objectivo de 5%... uma verdadeira aberração

Agora imaginem que o Estado decretava a possibilidade de não haver cortes nos transportes?!

Como é que o mesmo teria cara para convencer todos os outros funcionários públicos afectados pelos cortes que eram inferior aos outros e que por isso teriam de sofrer por eles??!

Isto, tendo em conta que estamos a falar das empresas do estado com passivos enormes, maior ainda que os da TAP...

Só tenho uma palavra a dizer... JUÍZO!!!