Depois de 21 jogos oficiais sem perder... aqui fica o apuramento do Glorioso frente ao Manchester por 2-2
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terça-feira, 22 de novembro de 2011
Manchester United 2 - 2 Benfica
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quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Árbitro, esse ser intocável
A liga começou e com ela começaram as polémicas.
Polémicas que, de resto, já se faziam adivinhar a julgar pelos balanços de arbitragem feitos de cinco em cinco jornadas na época passada, a pedido dos suspeitos do costume.
A polémica propriamente dita começou na ressaca da primeira jornada do campeonato, com queixas do Sporting pela actuação de Carlos Xistra em Alvalade. O Sporting sentiu-se lesado pelo trabalho deste senhor (tenho a minha opinião, mas não é para aqui chamada) e decidiu mostrar o seu descontentamento junto da opinião pública.
O seu presidente, Godinho Lopes, tornou então público um "manifesto", chamemos-lhe assim, em que propunha medidas de fundo para que se passasse à profissionalização dos árbitros, que já se auto-intitulam de "profissionais".
Ora "profissional" também significa aceitar tanto louros como criticas, mas sobretudo "profissional" significa não se envolver em polémicas e fazer o trabalho para o qual se é pago (aqui, bem pago).
Acharam portanto os senhores árbitros que eram intocáveis, e sentiram-se bastante feridos no seu orgulho, num país sobejamente conhecido pelos escândalos de arbitragem. Vai daí, todos se recusaram arbitrar um jogo do Sporting.
Ora, falando curto e grosso, QUEM É QUE ESTES GAJOS PENSAM QUE SÃO?!?! São pagos, e bem pagos, ACIMA DO SALÁRIO MÍNIMO POR CADA JOGO da primeira liga que apitam, e não aceitam uma critica?! Ainda por cima quando essa critica está fundamentada e pretende torna-los efectivamente profissionais, portanto não tendo que desempenhar outro cargo que não o de árbitro?! E ninguém assegura a arbitragem de um jogo?
Imediatamente me lembrei da regra dos serviços mínimos. Se alguém faz greve, os serviços mínimos têm que estar assegurados para que nenhum sector da sociedade pare completamente.
Ora, até à hora do jogo não havia árbitro, apesar do Sporting ter assegurado uma equipa de arbitragem que viajou na comitiva leonina até Aveiro, e de o próprio Beira-Mar ter também uma equipa de prevenção no estádio.
As más línguas apressaram-se a cuspir fogo, "que o Sporting leva os árbitros no autocarro", "nem com árbitro escolhido ganham", e não percebem o que está verdadeiramente em causa - a remodelação de um sector vital para o futebol português.
Efectivamente, o Sporting não ganhou. Mas não foi por isso que o árbitro foi crucificado - antes pelo contrário, elogiado pelos técnicos de ambas as equipas. Um pequeno pormenor, era um árbitro da distrital, que nem subsidio de deslocação ganhou, nem hotel teve, nem experiência num jogo de primeira liga. E não tinha os comunicadores que os iluminados da UEFA tanto defendiam como a grande transformação no futebol.
Este árbitro foi grande, e ensinou algo aos que se julgam vários níveis acima dele.
Enquanto árbitro, que até só ganha meia dúzia de tostões, não se sentiu ofendido, e foi mostrar a diferença entre o amadorismo profissional e o profissionalismo amador.
sábado, 13 de agosto de 2011
Aí está a Liga!
Os três grandes foram às compras e voltaram com o carrinho cheio. Pelo meio, não se ajudou a economia e não se comprou português. Agradecem sobretudo os países sul-americanos que continuam com cotas de exportação altíssimas no que ao futebol diz respeito.
Benfica foi o primeiro dos candidatos a entrar em competição. Não ví o jogo, daí não comento. Fica o empate a dois golos.
Já diz o povo, "não é como começa, mas como acaba". Seguem-se as estreias de um Sporting renovado de alto a baixo e de um Porto à imagem da última época (pelo menos por enquanto).
A BetClic promoveu no seio dos capitães dos clubes da Liga uma votação, que manifestou grande favoritismo nos azuis e brancos.
Deixo aqui o tópico, digam-me de vossa justiça (participem porra!!) quem se vai evidenciar. As contas fazem-se no fim :)
Previsões:
Clube campeão: ?
Vice-Campeão: ?
Terceiro lugar: ?
Melhor marcador: ?
Mais assistências: ?
Melhor jogador: ?
Equipa revelação: ?
Jogador Revelação: ?
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Nova época

O defeso vai animado, os clubes reforçam-se como podem, e os três grandes, aparentemente para além do que podem.
A contenção económica a que o país se vê obrigado parece não afectar os cofres do Dragão, de Alvalade e da Luz, que gastam milhões ao sabor de tostões e, referindo-me a estes dois últimos, compram uma equipa completa de futebol e respectivo banco.
Reforços portugueses continuam a ser uma miragem. A sua inclusão nos plantéis parece não servir outra pretensão que cumprir o numero mínimo de futebolistas nacionais estabelecida pela FIFA.
O Porto não perde ninguém até à data e reforça-se à revelia do Benfica que, segundo os mídia, deixa escapar Alex Sandro para o norte. Já Benfica e Sporting parecem depositar esperanças no mercado sul-americano.
Será na minha opinião um campeonato muito mais competitivo que o anterior. Porto continuará claramente um favorito, com Benfica à espreita do deslize e um Sporting a tentar4 ganhar equipa e mais jogos que no último ano. Muito trabalho para Domingos Paciência, treinador num clube novo com uns 15 ou 16 tipos novos. Não será fácil não.
Prognósticos?
sábado, 7 de maio de 2011
O que aconteceu ao Benfica?
Uma tendência recente e preocupante - quando o Porto é campeão, Benfica e Sporting encontram-se inevitavelmente em estado miserável. Este foi mais um ano em que a regra não teve excepção.Começando pelo terceiro dos 3 grandes - o Sporting (longa vida ao Braga que este ano elevou bem alto a nossa bandeira, mas que por motivos óbvios ainda não constará deste poleiro).
O Sporting está declaradamente mal há 3, 4 anos. Fiados numa política de formação com exportou enormes talentos e que hoje constitui a espinha dorsal da Selecção, o Sporting acreditou que o filão era continuo e que cada rebento dava fruto, não se precavendo devidamente. O filão não terminou, mas claramente estagnou, e a solução não existe. Uma época fraca, que envergonha sócios e simpatizantes, jogos sofridos, uma diferença de pontos histórica para o primeiro lugar, acabando a época a lutar por um terceiro lugar que se afigura visivelmente dificil, fruto de um Braga extremamente aguerrido que, por meio de grandes lutas e humildades, está onde merece.
Benfica. Mas que raio aconteceu aqui? A equipa maravilha que deslumbrou no ano passado escondeu-se atrás do medo ou da perda de ambição de Jorge Jesus? Justificar-se com perdas de jogadores não é desculpa, acontece com todos os clubes. O campeão acaba a época como a começou, frágil. Responsabilidades repartidas entre Roberto, com culpa em todos os jogos da liga que culminaram em derrota encarnada, na saída de David Luiz que condenou a defesa benfiquista a um marasmo que não conhecia há algum tempo, sem que Luisão soubesse quem seria o seu companheiro, Sidnei ou Jardel, Cardozo, que já se sabe, é homem-golo ao estilo de Jardel (com as devidas diferenças) mas com uma época fraca e, finalmente, Jorge Jesus, o eterno defensor das goleadas e cargas futebolísticas, incapaz de gerir um plantel de 20 e tal jogadores de forma a obter frescura física que lhe permitisse atacar todas as competições a que concorria e que, sejamos honestos, tinha possibilidades de êxito.
Porto. Não há muito a dizer. Nível individual dos jogadores muito forte, de onde destaco Helton, Alvaro Pereira, Hulk, Moutinho e o inevitável Falcão. Villas-Boas assumiu-se como um rato de balneário, um amante da táctica e, à imagem do professor, um aspirante a mestre do mind-game. Está no bom caminho, começou humilde e termina uma época em grande, com possibilidade de fazer a tripleta que foge desde os tempos de Mourinho. Parece que a época começou agora na Invicta, os jogadores estão fortes fisicamente e motivados com títulos conquistados, com a possibilidade de mais algumas conquistas e com as autenticas remontadas de resultados. A forma explicita de como humilharam por sucessivas vezes o Benfica (a Supertaça, os 5 a 0, campeões na Luz, virar um resultado desfavorável de 2 golos na Luz para a Taça) é bem demonstrativa da época de Dragão.
Quando ao Braga, gostava que ganhasse a Liga Europa. Não por qualquer sentimento anti-clubistico, mas pelo percurso espinhoso deste Braga que afastou Sevilha, Liverpool e Benfica, entre outros.
Benfica e Sporting terão portanto que tirar as suas conclusões e fazer as suas reformas. No caso do Benfica, perceber que pedir aos adeptos para ficar em casa nos jogos fora é tão irresponsável quanto incentivar a recandidatura de Sócrates, que quando o cachecol diz "maior clube do mundo", a equipa tem que corresponder de uma outra forma no relvado. No Sporting, perceber que a única competição realmente competitiva em que esteve envolvido foram as eleições do clube, e que nem estas se viram livres de polémica. Perceber o porquê de ter menos de meia casa nos jogos.
Finalmente, para todos, perceber que em Portugal se fala Português, que temos bons jogadores portugueses e que se queremos parar de nos insurgir contra naturalizações na Selecção, é bom que, à imagem da politica que o País deve seguir, nos viremos para o mercado interno e acabemos com as importações.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
A minha indignação com o Futebol
A indignação tende a fazer cada vez mais parte da nossa vida. Acompanha-nos no Supermercado, num posto de combustivel, na folha salarial, janta connosco à mesa e quer invadir-nos os tempos livres.
Andamos indignados com muita coisa, ou estamos mais propensos à indignação. Um amargo sinal dos tempos de privação, contenção, embirração, saturação e outras maleitas que tal.
Como sportinguista convicto, acrescem este ano (...) vários males como o desalento, a incredulidade e a resignação.
A minha indignação de hoje surge na ressaca da conquista do campeonato pelo F.C.P, não pela conquista em si, a qual considero inteiramente justa, mas pela falta de consciência (chamemos-lhe fairplay, esse termo inoportunamente adaptado a um contexto que não existe) dos comentários e atitudes que marcam mais que um campeonato - a mentalidade clubistica de todos e cada um de nós.
Assumo-me como um anti-faccioso, não como anti-benfica ou anti-porto.
Tento ter uma posição consciente e neutra quando falo de outros clubes que não o meu, coisa que admito desde já não ser fácil, seja pela clubite própria de cada um de nós, seja pelo estranho orgulho que move quem gosta de futebol a defender as suas cores como de um ente querido se tratasse. Bem, não vamos tão longe.
Os jogos de campo estão a ser relegados a olhos vistos para segundo plano, tal o enfase que os midia dão aos jogos de bastidores. Infelizmente, é o que vende e o que alimenta conversas de café (contra mim falo, não raras vezes).
Esta semana, o Benfica e seus dirigentes decidiram inflamar o já pouco inflamado ambiente pré-clássico e proibir adereços como tarjas, tambores, estandartes e demais objectos considerados perigosos na óptica de quem gere o clube. Não critico a medida, se a mesma for seguida à risca de hoje em diante, por todos os clubes.
Mas agora pergunto, em relação aos petardos e às tochas que davam cor às claques "oficiosas" do clube da Luz, foi tomada alguma medida excepcional? Porque elas lá estavam, e não eram poucas.
Se dúvidas houvesse sobre a defesa do fairplay tão badalada por LFV e seus súbditos, dissipar-se-ia ao ritmo das luzes que se apagariam após o apito final. E caso os ânimos se exaltem, há que ligar já a água para os acalmar.
Este comentário parece tendencioso, mas defenderei exactamente a mesma posição se algo do género acontecer um dia em Alvalade, à imagem do que disse quando os iluminados do Barcelona deram banho ao Inter de Mourinho.
Na net, começando pelas redes sociais e alargando-me até à blogosfera, os comentários são ilustrativos de um fairplay que defendemos mas que pisamos à primeira oportunidade.
Não raros são os comentários que apelam à corrupção portista como chave do título (no último titulo benfiquista apelou-se à famosa Jarra). O que eu acho de um ridiculo absoluto é o facto de dizer que este Porto ganha graças a arbitros e a jantaradas com os amigos. Este Porto que até à data é invicto, tem o melhor ataque e uma das melhores defesas, que humilha o campeão em titulo por expressivos 5-0 e que à imagem do rival vai longe nas competições europeias.
Acho ridiculo o presidente do maior clube português pedir à maior massa associativa do país, que torce pelo clube e que boa parte dela paga cotas, que não acompanhe o clube nas deslocações fora. Mais ridicula é a passividade de sócios e simpatizantes que concordam com a medida anti-futebol de um senhor que pode ser a maravilha da gestão benfiquista, mas com uma mentalidade demasiado saloia que não está à altura da grande história do clube e da dignidade dos seus adeptos.
Saudações leoninas ao justo campeão nacional. Para o ano há mais (do mesmo...).
Andamos indignados com muita coisa, ou estamos mais propensos à indignação. Um amargo sinal dos tempos de privação, contenção, embirração, saturação e outras maleitas que tal.
Como sportinguista convicto, acrescem este ano (...) vários males como o desalento, a incredulidade e a resignação.
A minha indignação de hoje surge na ressaca da conquista do campeonato pelo F.C.P, não pela conquista em si, a qual considero inteiramente justa, mas pela falta de consciência (chamemos-lhe fairplay, esse termo inoportunamente adaptado a um contexto que não existe) dos comentários e atitudes que marcam mais que um campeonato - a mentalidade clubistica de todos e cada um de nós.
Assumo-me como um anti-faccioso, não como anti-benfica ou anti-porto.
Tento ter uma posição consciente e neutra quando falo de outros clubes que não o meu, coisa que admito desde já não ser fácil, seja pela clubite própria de cada um de nós, seja pelo estranho orgulho que move quem gosta de futebol a defender as suas cores como de um ente querido se tratasse. Bem, não vamos tão longe.
Os jogos de campo estão a ser relegados a olhos vistos para segundo plano, tal o enfase que os midia dão aos jogos de bastidores. Infelizmente, é o que vende e o que alimenta conversas de café (contra mim falo, não raras vezes).
Esta semana, o Benfica e seus dirigentes decidiram inflamar o já pouco inflamado ambiente pré-clássico e proibir adereços como tarjas, tambores, estandartes e demais objectos considerados perigosos na óptica de quem gere o clube. Não critico a medida, se a mesma for seguida à risca de hoje em diante, por todos os clubes.
Mas agora pergunto, em relação aos petardos e às tochas que davam cor às claques "oficiosas" do clube da Luz, foi tomada alguma medida excepcional? Porque elas lá estavam, e não eram poucas.
Se dúvidas houvesse sobre a defesa do fairplay tão badalada por LFV e seus súbditos, dissipar-se-ia ao ritmo das luzes que se apagariam após o apito final. E caso os ânimos se exaltem, há que ligar já a água para os acalmar.
Este comentário parece tendencioso, mas defenderei exactamente a mesma posição se algo do género acontecer um dia em Alvalade, à imagem do que disse quando os iluminados do Barcelona deram banho ao Inter de Mourinho.
Na net, começando pelas redes sociais e alargando-me até à blogosfera, os comentários são ilustrativos de um fairplay que defendemos mas que pisamos à primeira oportunidade.
Não raros são os comentários que apelam à corrupção portista como chave do título (no último titulo benfiquista apelou-se à famosa Jarra). O que eu acho de um ridiculo absoluto é o facto de dizer que este Porto ganha graças a arbitros e a jantaradas com os amigos. Este Porto que até à data é invicto, tem o melhor ataque e uma das melhores defesas, que humilha o campeão em titulo por expressivos 5-0 e que à imagem do rival vai longe nas competições europeias.
Acho ridiculo o presidente do maior clube português pedir à maior massa associativa do país, que torce pelo clube e que boa parte dela paga cotas, que não acompanhe o clube nas deslocações fora. Mais ridicula é a passividade de sócios e simpatizantes que concordam com a medida anti-futebol de um senhor que pode ser a maravilha da gestão benfiquista, mas com uma mentalidade demasiado saloia que não está à altura da grande história do clube e da dignidade dos seus adeptos.
Saudações leoninas ao justo campeão nacional. Para o ano há mais (do mesmo...).
domingo, 30 de janeiro de 2011
- = +

O futebol português não vive propriamente dias de bonança. Os adeptos estão cada vez mais falidos e o espectáculo cada vez mais pobre. De tão pobre que não convence alguém a meter-se no carro, atestar o depósito e meter-se em Scuts que afinal já não são gratuitas, pagar de 30€ para cima por 90 minutos de arrasto físico.
Quem, como eu, se ressente da carteira mas tenta manter a paixão pelo futebol, mais não lhe resta que acompanhar o espectáculo pela TV. Mas este circo sai cada vez mais das quatro linhas, a ponto de enjoar o mais pacato dos adeptos.
Falo da novela Porto - Benfica. É que já ninguém vos pode aturar! Um porque é miúdo e acusa o graúdo, outro porque é corrupto e não é condenado, outro porque é mafioso e vende banha de cobra aos media... Não bastará??? Porto e Benfica têm notoriamente os melhores planteis nacionais, disputam um campeonato à parte e nem por isso primam por um futebol limpo de polémicas.
O clima de terror e ódio é semeado por estes senhores presidentes e seus discípulos - treinadores, assessores - e os adeptos ainda se regozijam com isto! Mas... Têm orgulho de quê?! Que se acabe de uma vez com a podridão neste futebol e com os jogos de bastidores, quem vê o jogo pelo jogo não merece tamanho desrespeito. Tenho dito.
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