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domingo, 19 de junho de 2011

Peraboa cada vez mais pequena


Não será este blog um meio de ataque a quem quer que seja, mas antes um veículo de expressão de opinião de quem dela quiser usar.

Custa-me assistir à pequenez de certas mentes que temos por cá. Ponto.

Que toda a gente diz que "a terra está a morrer", "já ninguém quer saber", "já ninguém faz nada por isto" já eu e todos sabemos. Que pouco ou nada fazem para inverter a situação, também não constitui especial novidade. Agora, obrar explicitamente a favor da extinção das já raras manifestações de alegria marega é absolutamente condenável.

Poucos foram os que se deslocaram à festa "dos Antónios" de ontem. Quem o fez, está habituado a conviver, a ajudar quem organiza.

Há quem não vá, pelas mais diversas razões, as quais merecem igual respeito.

Não percebo o porquê de chamar a GNR para terminar a festa. Não sei quem o fez, e tenho pena de não tratar aqui os autores pelos nomes. Claramente a alegria de uns não se compadece com a alegria de outros. A mesquinhice continua, Peraboa sempre teve e terá Festas Populares - portanto do POVO, e o POVO, em maior ou menos número, continuará a comparecer.

Os agiotas envergonhados continuarão a "marcar presença". Mas continuarão a não dar a cara, ao contrário de quem organiza, que dá o seu tempo e o seu trabalho, para logo ser agraciado com tão indigno louvor.

Antónios, Josés, Marias, Solteiros, Casados, Associação, Junta, continuem. Continuem, porque serão sempre mais os que estarão por vocês que contra.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

O fim de uma tradição...



Foi com muita pena que hoje passei por uma praça despojada do "tradicional" molho de troncos que nos contemplavam numa tradição de dezenas de anos.

Meus amigos que estiveram no madeiro do ano passado, realmente foi vergonhoso ver uma cambada de drogados com uma carrinha a fazerem piões no meio das pessoas e ainda a espancarem-nas sem que alguém conseguisse por cobro a barbaridades dignas de um pequeno monte defecado de um porco.

Agora vos digo, acabar com algo que juntava anualmente a população de Peraboa, que trazia união, alegria e acima de tudo um vinculo com esta terra por "um pequeno monte defecado de um porco" é absolutamente ridículo.

Desde sempre elogiei orgulhosamente de participar nesta popular manifestação social por todo o lado.

Acreditem, isto não é só o fim do Madeiro em Peraboa, este ano vamos dar um passo na cobardia geral e estamos todos de calças em baixo à espera da próxima violação.

Quando fizerem estragos no "Caçador" vamos fechar o café?
Se fizerem merda no ringue, que acham de fechar aquilo?
Se estragassem algum evento da associação.... acabamos com ela?!
Se assaltassem uma loja acham que devíamos deitar-lhe o fogo?!
Que tal o museu ou a fábrica do queijo?!

Pensem bem, quem é que vai ganhar com o facto de não haver madeiro?! só aqueles que ficam com a praça mais desimpedida para fazer piões...

Só tenho uma frase que lateja na minha cabeça,

estou farto de ouvir falar de reciclagem, que venham as incineradora e que nos tragam o calor da paz...